domingo, 3 de maio de 2015

A REENCARNAÇÃO FOI AMPLAMENTE DEMONSTRADA PELAS PESQUISAS DO DR IAN STEVENSON



Fonte da imagem: http://humansarefree.com/2013/10/scientific-proof-of-reincarnation-dr.html

Fábio José Lourenço Bezerra

O professor de psiquiatria da  Universidade de Virgínia (EUA) Dr. Ian Stevenson, falecido em 2007,   registrou, ao redor do mundo, em um período de mais de quarenta anos, perto de 2700 casos de crianças que relataram lembranças de vidas anteriores. Algumas se dizem membros da família já falecidos, outros descrevem vidas anteriores como estranhos. Tipicamente, a criança, muito nova (em geral por volta dos seus 2 a 3 anos de idade), começa a falar de uma outra vida persistentemente. Muitas vezes, pede que a levem para encontrar-se com a sua outra família, em outro local. Quando a criança fornece nomes ou detalhes suficientes sobre a outra localidade, a família atual, quase sempre, vai até lá e confirma as informações dadas pela criança, que se mostram corretas. As informações batem, em vários casos com riqueza de detalhes, com a vida de uma pessoa há pouco tempo falecida.

As crianças não só demonstram ter lembranças da vida da personalidade anterior (detalhes a respeito de membros da antiga família, eventos da vida passada ou o modo como morreram), mas também, com muita freqüência, apresentam marcas de nascença semelhantes a ferimentos no corpo da vida anterior, bem como suas emoções, apegos, medos, vícios, gostos e aversões.  A identificação com um determinado país ou sexo também aparecem em alguns casos.

Sobre o Dr. Stevenson, consta o seguinte no livro “Vida Antes da Vida”, escrito pelo psiquiatra infantil da Universidade de Virgínia Dr. Jim Tucker, continuador de suas pesquisas:

“[...] Lester S.King, editor de crítica do JAMA: The Journal of the American Medical Association, escreveu que, “com respeito à reencarnação, [Stevenson] coletou cuidadosa e desapaixonadamente uma pormenorizada série de casos ocorridos na Índia, nos quais a evidência é difícil de explicar sob qualquer ponto de vista.” E acrescentou: “Ele registrou uma quantidade de dados tão grande que não pode ser ignorada.”

Em 1977, o Journal of Nervous and Mental Disease reservou boa parte de um número ao trabalho sobre reencarnação do Dr. Stevenson. Incluía um artigo do pesquisador, comentado por outros especialistas. O Dr. Harold Lief, figura das mais acatadas no campo da psiquiatria, escreveu um dos comentários. Descrevia o Dr.Stevenson como “um investigador metódico, prudente, cauteloso mesmo e de personalidade teimosa.”

Em relação às pesquisas do Dr. Stevenson, vale muito a pena conferir o que declarou o professor de filosofia da Universidade do Estado da Geórgia, Robert Almeder, no vídeo a seguir:



Para exemplificar, reproduzimos alguns casos descritos no já citado livro “Vida Antes da Vida”:

“[...] A mãe sonhou, durante a gravidez, que um homem desconhecido lhe dizia: “Fui morto por um golpe de pá. Quero ficar com você e ninguém mais.” Quando Sulerman nasceu, viu-se que a parte posterior do seu crânio era parcialmente deprimida e também apresentava uma cicatriz. Ao aprender a falar, disse que tinha sido um moleiro morto quando um freguês enfurecido feriu-o na cabeça. Juntamente com outros detalhes,  forneceu o primeiro nome do moleiro e o da aldeia onde residira. De fato, um freguês enfurecido havia assassinado um moleiro daquele mesmo nome e naquela mesma aldeia, golpeando-o na nuca com uma pá.”  

“[...] Outro caso mencionado em Reincarnation and Biology é o de Necip Ünlütaskiran, da Turquia. À época do seu nascimento, notou-se que exibia várias marcas de nascença na cabeça, rosto, e peito. Os pais, de início, deram-lhe o nome de Malik, mas três dias depois a mãe teve um sonho no qual o bebê lhe dizia chamar-se Necip. Os pais resolveram então chamá-lo de Necati e não Necip, pois ambos os nomes se pareciam e já havia na família outra criança chamada Necip. Quando a criança teve idade suficiente para falar, insistiu em que seu nome era de fato Necip e recusou-se a atender por qualquer outro, de modo que os pais acabaram fazendo-lhe a vontade.

Necip demorou para falar e a se referir a uma vida anterior, mas, quando completou seis anos, pôs-se a dizer que tinha filhos. Aos poucos foi fornecendo outros detalhes, inclusive o fato de ter sido esfaqueado repetidamente. Afirmou que tinha vivido na cidade de Mersin, a setenta quilômetros da residência dos pais. A família não o levou até lá imediatamente, por lhe faltarem meios e não ter interesse no que o menino dizia.

Quando Necip fez doze anos, a mãe o levou a uma cidade perto de Mersin para visitar o pai dela e sua esposa, sendo que nenhum dos dois conhecia esta última.

Quando Necip a viu, disse que agora ela era a sua avó de verdade, depois de sê-lo unicamente em aparência no passado. Falou-lhe de suas reminiscências da vida passada e a mulher confirmou que eram verdadeiras. Ela tinha morado anteriormente em Mersin, onde era conhecida como “Vovó”. Um vizinho, de nome Necip Budak, tinha sido esfaqueado e morto pouco antes do nascimento do menino. O avô de Necip levou-o então até Mersin, onde ele reconheceu diversos membros da família de Necip Budak.

Identificou dois objetos que haviam pertencido ao morto e declarou disse que Necip Budak havia ferido a perna da esposa com uma faca, durante uma discussão, o que era verdade. O garoto não tinha visto as pernas da viúva, é claro, mas uma mulher da equipe do Dr. Stevenson examinou-as e confirmou que ela tinha uma cicatriz na coxa, provocada, segundo disse, pelo marido.

O Dr. Stevenson conseguiu obter uma cópia do relatório da autópsia de Necip Budak e, em seguida, descobriu que o menino Necip apresentava três marcas de nascença, que a família notara desde o primeiro momento e ainda eram visíveis quando o Dr. Stevenson o examinou aos treze anos, elas combinavam perfeitamente com os ferimentos descritos no relatório da autópsia. Além disso, Necip tivera outras três marcas que a família observara logo ao seu nascimento, mas não podiam ser mais vistas aos treze anos: elas também combinavam com os ferimentos descritos no relatório. O Dr. Stevenson encontrou ainda mais duas marcas em Necip, semelhantes às descritas no relatório, mas que a família nunca havia notado. Por último, o relatório aludia a vários ferimentos no braço esquerdo de Necip Budak que não tinham equivalentes no corpo do menino.

Em suma, Necip apresentava nada menos que oito sinais equivalentes aos ferimentos constatados no cadáver de Budak, assassinado a setenta quilômetros de distância. Afora isso, o menino tinha fornecido detalhes corretos sobre a vida de Necip Budak e reconhecido membros de sua família.”

“[...] Chanai Choomalaiwong nasceu na região central da Tailândia, em 1967, com duas marcas de nascença, uma na parte posterior da cabeça e outra acima do olho esquerdo. A família, num primeiro momento, não achou que aqueles sinais tivessem algum significado; mas, quando o menino completou três anos, começou a falar a respeito de uma vida anterior. Afirmou ter sido um professor primário chamado Bua Kai, que havia sido alvejado e morto a caminho da escola. Forneceu o nome de seus pais, esposa e dois dos filhos que teve naquela vida, pedindo sempre à avó, com quem vivia, para que o levasse à antiga casa, numa localidade chamada Khao Phra.

Por fim, estando ele ainda com três anos, a avó fez-lhe a vontade. Os dois apanharam um ônibus a um povoado próximo de Khao Phra, situada a vinte quilômetros de sua aldeia. Quando saltaram do veículo, Chanai conduziu a avó em direção a uma casa onde, segundo afirmava, moravam os seus pais. A casa pertencia a um casal idoso cujo filho, Bua Kai Lawnak, fora professor e morrera assassinado cinco anos antes do nascimento de Chanai. A avó do menino, ao que se soube, tinha vivido a quatro quilômetros dali. Como possuía uma barraca onde vendia diversos produtos às pessoas das redondezas, tinha conhecido vagamente Bua Kai e sua esposa. Nunca havia estado na casa deles e não fazia idéia de para onde Chanai a estava conduzindo. Uma vez lá, o menino identificou os pais de Bua Kai, que se achavam em companhia de vários outros membros da família, como os seus pais. Eles ficaram tão impressionados com as suas declarações e marcas de nascença que o convidaram a voltar em breve. Chanai voltou e, na ocasião, o casal o testou pedindo-lhe que apontasse os pertences de Bua Kai entre muitos outros, e ele conseguiu.

Reconheceu uma das filhas de Bua Kai e perguntou pela, citando-lhe o nome. A família de Bua Kai aceitou que Chanai fosse o filho renascido e ele a visitou muitas vezes.

Insistia que as filhas do falecido o chamassem de pai e, quando elas não obedeciam, recusava-se a falar com elas.

Quanto aos ferimentos de Bua Kai, não havia relatórios de autópsia disponíveis, mas o Dr. Stevenson conversou com diversos membros da família e ouviu que ele apresentava dois buracos na cabeça. A esposa lembrava-se de que o médico responsável pelo exame do corpo havia explicado que o orifício de entrada da bala era o da nuca porque tinha dimensões menores que o da testa. Aquilo combinava com as marcas de Chanai: uma pequena, circular, na nuca e outra maior, mais irregular, na testa. Ambas eram sem pêlos e de aspecto rugoso. Ninguém as fotografou até Chanai completar onze anos e meio, de sorte que determinar exatamente o seu ponto de localização na cabeça quando ele nasceu tornava-se difícil. Nas fotos, a maior aparece à esquerda, na parte superior da testa, mas testemunhas afirmam que se localizava mais embaixo quando Chanai era menor.

Neste caso, várias testemunhas concordam que um menino com marcas de nascença semelhantes aos ferimentos de entrada e saída de um projétil num homem morto tinha, a respeito da vida deste, informações que jamais lhe chegariam por meios normais e pôde sair-se bem em testes que a família do homem lhe preparou.”

UM CASO ESTUDADO PELO DR.JIM TUCKER:

“[...] John McConnell, policial aposentado de Nova York que trabalhava como vigia, parou após o expediente diante de uma loja de produtos eletrônicos, numa noite de 1992. Viu dois homens roubando o estabelecimento e sacou o revólver. Outro assaltante, por atrás de um balcão, começou a atirar nele. John tentou responder ao fogo, caiu e levantou-se, sempre disparando. Foi atingido seis vezes. Uma das balas penetrou-lhe as costas, dilacerando o pulmão esquerdo, o coração e a principal artéria pulmonar, o vaso sanguíneo que leva o sangue do lado direito do coração para os pulmões, a fim de ser oxigenado. Foi levado às pressas para o hospital, mas não sobreviveu.

John era muito ligado à família e dizia freqüentemente a uma das filhas, Doreen:

“Não importa o que aconteça, sempre tomarei conta de você”. Cinco anos após a morte de John, Doreen deu à luz um filho, William. William começou a sofrer desmaios logo depois de nascer. Os médicos diagnosticaram atresia da válvula pulmonar, condição na qual a válvula da artéria pulmonar não se formou adequadamente, de modo que o sangue não consegue atravessá-la rumo aos pulmões. Além disso, uma das câmaras do coração, o ventrículo direito, não se formou perfeitamente, em conseqüência do problema com a válvula. O menino passou por várias cirurgias. Embora tivesse de tomar remédios pela vida toda, saiu-se muito bem.

William apresentava problemas de nascença muito parecidos com os ferimentos fatais sofridos pelo avô. Não bastasse isso, quando aprendeu a falar, começou a falar fatos da vida do avô. Um dia, tendo ele três anos de idade, a mãe estava em casa tentando trabalhar no seu estúdio quando William se pôs a fazer travessuras. Ela, por fim, lhe disse: “Sente-se ou lhe darei umas palmadas.” William replicou: “Mamãe, quando você era uma menininha e eu o seu pai, às vezes você se comportava mal, mas eu nunca bati em você!”

A princípio, a mãe ficou inquieta com isso. À medida que William foi falando mais a respeito da vida do avô, ela começou a sentir-se confortada pela idéia de que o pai havia voltado. William afirmou que era o avô inúmeras vezes e falou sobre sua morte. Disse à mãe que várias pessoas tinham disparado durante o incidente quando ele foi morto e fez muitas perguntas a respeito.

Certa vez, perguntou à mãe: “Quando você era uma garotinha e eu o seu pai, como se chamava mesmo o meu gato?” Ela respondeu: “Refere-se a Maníaco?” “Não, não a esse”, continuou William. “Estou falando do branco”. “Boston?”, indagou a mãe. “Sim”, respondeu William. “Eu costumava chamá-lo de Boss, não é?” De fato, a família tinha dois gatos. Maníaco e Boston — e só John chamava o branco de Boss.

Um dia, Doreen perguntou a William se ele se lembrava de alguma coisa ocorrida antes de nascer. O menino disse que tinha morrido numa quinta-feira e que fora para o céu. Ali, viu animais e até falou com Deus. E completou: “Eu disse a Deus que estava pronto para voltar e nasci numa terça-feira.” Doreen ficou espantada ao ouvir William mencionando os dias da semana, que ainda não sabia muito bem. Colocou-o então à prova, dizendo: “Então você nasceu numa quinta-feira e morreu numa terça?”

Ele prontamente corrigiu: “Não, morri numa quinta à noite e nasci numa terça de manhã.” Ele estava certo em ambos os pontos — John tinha morrido numa quinta-feira e William tinha nascido numa terça-feira cinco anos depois.

Em outras ocasiões, o menino falou sobre o período entre vidas. Contou à mãe, “Quando você morre, não vai diretamente para o céu. Passa por diversos níveis — aqui, depois ali, por fim acolá” e, de cada vez, erguia um pouco a mão. Explicou que os animais também renascem e que os que viu no céu não mordiam nem arranhavam.
John tinha sido católico romano praticante, mas acreditava em reencarnação e afirmava que iria cuidar de animais na próxima vida. O neto, William, diz que quer ser veterinário para tratar de bichos grandes num zoológico.

William lembra o pai de Doreen de várias maneiras. Gosta de livros, como o avô. Quando visitam a avó de William, ele fica horas vasculhando a biblioteca de John, reproduzido o comportamento deste no passado. William, tal qual o avô, é organizado e tagarela.

William lembra especialmente o pai de Doreen quando lhe diz, “Não se preocupe, mamãe, vou cuidar de você”.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

TUCKER, Jim B. Vida antes da vida. Uma pesquisa científica das lembranças que crianças têm de vidas passadas. Rio de Janeiro: Ed.Pensamento. [2007].

ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

https://www.youtube.com/watch?v=PXAwIHLQ8-U




quinta-feira, 23 de abril de 2015

MARTIN LUTHER KING JR: UM GRANDE ESPÍRITO QUE LUTOU PELA IGUALDADE ENTRE OS HOMENS



Fábio José Lourenço Bezerra

Na Questão Nº 932, de “O Livro dos Espíritos”, temos:
Por que, neste mundo, os maus exercem geralmente maior influência sobre os bons?
Resposta: “Pela fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Estes, quando quiserem, assumirão a predominância.”

O pastor norte-americano Martin Luther King Jr. foi uma das maiores personalidades da história da humanidade. Lutou com grande coragem contra a desigualdade racial conscientizando as pessoas com os seus discursos e através dos protestos que convocava. Em 1964 recebeu o prêmio Nobel da Paz pelos seus grandes feitos.

 Seus primeiros estudos foram em escolas públicas segregadas, tendo se graduado no prestigioso Morehouse College, em 1948. Formou-se em teologia no Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Lá conheceu a que seria sua futura esposa, Coretta Scott, com quem teve quatro filhos.

Em 1955, coordenou um boicote aos ônibus da cidade de Montgomery. Os líderes negros da cidade decidiram boicotar o transporte após a prisão de uma mulher negra (Rosa Parks) que se recusou a ceder o lugar para uma passageira branca. Por causa do protesto, King foi preso e recebeu ameaças de morte.

Após tantos protestos, a Suprema Corte decidiu tornar ilegal o transporte público separatista. Esta decisão deu vitória ao protesto e King foi considerado um líder respeitado.  Por causa disto, em 1957, tornou-se presidente da Conferência de Lideranças Cristãs do Sul, intensificando sua atuação como defensor dos direitos civis por vias pacíficas.

Seus ideais de justiça, não-violência e amor ao próximo eram inspirados em outro grande mestre: Mahatma Gandhi.

Em 1959, King voltou para Atlanta para se tornar vice-pastor na igreja de seu pai. Nos anos seguintes, participou de inúmeros protestos, marchas e passeatas, sempre lutando pelas liberdades civis dos negros.

Alguns dos protestos de King:
* Campanha a favor dos direitos civis no Alabama;
* Realização de um censo para aprovar o voto dos negros;
* Luta para melhorar a educação e a moradia dos negros nos estados do sul;
* Luta contra a discriminação racial

King chegou a ser preso e torturado várias vezes, e sua casa foi atacada com bombas.

Em 1963, conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem pelo fim da segregação racial. Nesta ocasião, proferiu seu discurso mais conhecido, "Eu Tenho um Sonho" (“I have a dream”), no Lincoln Memorial, em Washington. Numa parte do discurso, ele disse: "Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele."

Assistam um trecho do discurso:



King não foi somente um defensor dos direitos dos negros. Ele também defendia as mulheres.

Contudo, em 1965, ele começou a criticar a participação dos EUA na Guerra do Vietnã , e sua influência entre os negros começava a incomodar a muitos. Foi então que, no dia 4 de abril de 1968, ele foi assassinado. Mas até hoje é lembrado, discutido e estudado nas escolas.

Nos EUA existe um feriado para relembrar seus feitos e suas lutas.

Frases de Martin Luther King Jr.:

* “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.
* “Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios”.
* “Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida”.
* “Quem aceita o mal sem protestar, coopera realmente com ele".

O excelente filme  “ Selma – Uma Luta Pela Igualdade”, venceu o Oscar 2015 e o Globo de Ouro, ambos na categoria de Melhor Canção Original (“Glory”), e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme. Estreou nos cinemas do Brasil em 05 de Fevereiro de 2015 (Lamentavelmente, em pouquíssimas salas). Conta a história da famosa Marcha pelos Direitos Civis, liderada por King, entre as cidades de Selma e Montgomery, no Alabama. O movimento tornou-se um dos mais importantes dos Estados Unidos, garantindo o direito ao voto para os negros. Essa marcha ficou marcada pela brutalidade da polícia, forçando o então presidente dos EUA, Lyndon B. Johnson, a assinar a Lei que permitia o voto dos negros no mesmo ano. Sem direito a voto, além de não participarem das eleições, os negros também não podiam participar do corpo de jurados nos julgamentos, o que sempre tornavam impunes os crimes praticados por brancos contra negros, além de muitos negros serem condenados injustamente.

Assista ao trailer do filme:



ENDEREÇOS ELETRÔNICOS CONSULTADOS:






segunda-feira, 20 de abril de 2015

IRENA SENDLER: MARAVILHOSO EXEMPLO DE CORAGEM A SERVIÇO DO BEM

Fonte da imagem: http://www.thewomenseye.com/2011/06/01/mary-skinner-world-war-l-documentary-irena-sendler/

Fábio José Lourenço Bezerra

De tempos em tempos, encarnam na Terra Espíritos abnegados, de grande envergadura moral, que causam grande admiração por sua coragem e persistência no bem. Muitos deles arriscando a própria vida. Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr., Chico Xavier, Irmã Dulce e Dom Hélder Câmara são alguns exemplos recentes destes Espíritos, cuja missão é nos inspirar a seguir, cada vez mais, a recomendação de Jesus de Nazaré: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”.

Um destes grandes Espíritos que passaram por esse nosso planeta de provas e expiações, e cuja vida era até algum tempo atrás pouco conhecida, chama-se Irena Sendler.

Sobre a admirável vida de Irena Sendler reproduzimos, na íntegra, o artigo de Lia Diskin, Co-fundadora da Associação Palas Athena, coordenadora do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz – da UNESCO. Foi publicado na Revista 18, do Centro da Cultura Judaica de São Paulo, edição set/out/nov. de 2008.

“A Mãe do Gueto de Varsóvia – Irena Sendler

O que leva uma pessoa a pôr em risco sua própria vida para salvar outras? Mesmo quando não tem com elas vínculos nem partilha de sua identidade, ideologia ou religião? Estas são as perguntas que teimam na minha mente após saber dos feitos de Irena Sendler.

 A conheci quando já não era possível conhecê-la. Em 13 de maio de 2008 foi publicada uma breve nota de 11 linhas em O Estado de São Paulo: “Morreu ontem em Varsóvia, aos 98 anos, Irena Sendler, que salvou milhares de crianças judias durante a ocupação nazista da Polônia. Entre 1940 e 1943 Irena, que era assistente social, tirou 2500 crianças do Gueto de Varsóvia. Ela chegou a ser presa e torturada pela Gestapo em 1943, mas nunca revelou os nomes das crianças que salvou”.

 No mesmo dia iniciei uma busca desesperada na internet, com o sentimento de haver perdido algo de muito precioso e singular. Perguntei a meus colegas e alunos se sabiam dela, se tinham livros ou documentos, relatos de testemunhas, crônicas de jornal. Ninguém lera, ninguém ouvira a seu respeito. Mas como, em um mundo que corre atrás de celebridades, que sabe o número do sapato desta ou daquela atriz, que esmiúça a intimidade de futebolistas, políticos, empresários, que sabe onde e com quem janta uma top model – como pode ter passado despercebida a trajetória de uma mulher que, nas palavras do rabino Michael Schudrich, “não somente salvou as crianças judias, mas também salvou a alma da Europa”?

 Em 1965 Irena Sendler foi agraciada com a medalha “Justos entre as Nações do Mundo”, outorgada pelo Instituto Yod Vashem a não judeus que salvaram e protegeram judeus durante as atrocidades nazistas da II Guerra Mundial. Essa honraria ela não pode receber porque os líderes comunistas que governavam a Polônia de então proibiram sua saída do país. Recém em 1983, quando reiterada a distinção pela Suprema Corte de Israel, é que foi ao encontro das homenagens oferecidas em Jerusalém na Autarquia Nacional para Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto.

 Contudo, sua vida e inusitada coragem emergiram do silêncio em setembro de 1999 pela curiosidade e criatividade de quatro jovens americanas que, instigadas pelo Prof. Norm Conard, começaram a pesquisar sua história. Na região rural do Kansas, na escola secundária protestante de Uniontown, o Prof. Conrad propôs a seus alunos que para celebrar o Dia Nacional da História criassem um projeto original, que fosse além das fronteiras e das personagens conhecidas, dos fatos já explorados. Apenas como sugestão mostrou um recorte do jornal News and World Report, cujo título era “Outros Schindlers”, e que mencionava Irena Sendler. Entre os alunos, quatro estudantes prontificaram-se a realizar a pesquisa, mas nunca imaginaram que esta as levaria a encontrar a própria Irena, viva, com 90 anos, morando ainda na Polônia. Estabeleceram contato, enviaram e recebera m cartas, fotos, informações, documentos. Acabaram por escrever uma peça de teatro intitulada A Vida num Pote de Vidro, que apresentaram na própria escola em fevereiro de 2000. A comunidade toda envolveu-se no sucesso e logo chegaram convites de igrejas, sinagogas, centros culturais. A peça atravessou o país, alcançou o Canadá, a Europa e, finalmente, a própria Polônia. Já foi encenada mais de 300 vezes e hoje está disponível em DVD.

 Para termos uma dimensão do valor desse resgate, e do impacto que provocaram as experiências vividas por Irena Sendler, basta dizer que até 2001, quando aconteceu o primeiro encontro das  alunas da Uniontown com sua heroína na Polônia, havia apenas uma página sobre ela na internet, quando hoje podemos encontrar mais de 90.000 citações. Elas revelam a abnegação e destemor de uma jovem polonesa, cristã, que sobrepujou as ameaças ao seu instinto de sobrevivência e nos legou a mais alta realização de um ser humano: o amor incondicional.

 Irena nasceu em 15 de fevereiro de 1910 nos subúrbios de Varsóvia, onde seu pai, na condição de médico, clinicava e atendia comunidades carentes. Dele aprendeu o sentido da solidariedade e o senso de responsabilidade profissional: quando a epidemia de tifo irrompeu em 1917 ele foi o único médico a permanecer na área infectada, o que o levou ao contágio e conseqüente morte.

Na década de 30 Irena ingressou na Universidade de Varsóvia, formou-se em Assistência Social e tomou contato com sentimentos e atitudes anti-semitas por parte dos estudantes, com quem manteve franca oposição. Já diplomada, ingressou no Departamento de Bem Estar Social, atendendo os refeitórios populares que acolhiam órfãos, anciãos e os pobres. Sua vocação ultrapassou a vocação de servidora pública – providenciava roupas, medicamentos e dinheiro para os necessitados, e os distribuía entre católicos e judeus indistintamente.

 Em 1939 as tropas nazistas invadiram a Polônia e em outubro de 1940 criou-se em Varsóvia o “bairro judeu”, onde foram confinados todos os judeus da cidade. Em pouco mais de duas semanas a população dessa área passou de 160.000 pessoas para 400.000. Em 15 de novembro desse mesmo ano o governador alemão de Varsóvia, Hans Frank, criou oficialmente o gueto, que foi logo murado tornando-se o palco de crueldades inomináveis, sistemáticas e consecutivas visando um único propósito: o extermínio dos judeus. Também foi palco das ações heróicas de Irena, cuja indignação encarnou o voto de resistir à barbárie sabotando uma e outra vez – 2500 vezes! – o plano da “solução final”.

 Como assistente social dos serviços públicos ela tinha autorização para entrar no gueto com um passe especial, o que lhe permitia livre trânsito, conhecimento da situação e, sobretudo, contrabandear comida, medicamentos e roupas. O racionamento de alimentos chegou a limites insuportáveis e as pessoas começaram a morrer de fome. No arquivo elaborado pelo historiador Emmanuel Ringelblum, resgatado depois da guerra entre as ruínas do gueto, lê-se: “Viver sem pão, sem nenhuma colher de comida quente durante anos atua como choque sobre a psique humana. Muitos, esgotadíssimos, foram acometidos de total apatia. Permaneciam deitados até que perdessem a força de se levantar. (...) Entre esses havia famílias inteiras com dez a doze pessoas. Permaneciam estendidos, imóveis, os rostos pálidos, olhares ardentes, engolindo saliva.

Para eles tudo se tornava indiferente. Queriam apenas uma coisa, sentiam apenas um desejo: o de conseguirem um pedacinho de pão”.

 Irena percebeu que seus esforços para mitigar o sofrimento só conseguiam prolongá-lo. Decidiu então iniciar a retirada de crianças de dentro do gueto – ao menos elas precisavam ter uma chance.
 Extra-muros trabalhava a resistência do Zegota, uma organização clandestina, na qual assumiu a coordenação da Divisão das Crianças, cuja missão era, primeiramente, encontrar instituições de amparo, conventos e casas de família dispostos a correr o risco de abrigar as crianças que fossem resgatadas e, depois, obter documentos falsos para elas.

 Antes, porém, era necessário convencer as mães, pais ou parentes que entregassem seus filhos a uma desconhecida. Muitos perguntavam, em desespero, por que deviam confiar nela. “Vocês não têm de confiar em mim”, respondia. “Mas não há mais o que fazer”. As informações em Varsóvia, fora e dentro do gueto, corriam à solta. No segundo semestre de 1941 já estavam em operação as deportações e traslados de milhares de judeus em vagões de gado, que levavam às câmaras de gás em Treblinka, aos fuzilamentos em massa, aos cemitérios a céu aberto repletos de moribundos... O abominável não deixava alternativa!

 Planejamento coordenado, método e capacidade de descobrir vantagens nos recursos mais improváveis foram as vias que Irena encontrou para a escalada de resgates usando:

1) Túneis subterrâneos que levavam para fora, onde guardas poloneses haviam sido subornados para que “fechassem os olhos”. Pedia-se aos pais que vestissem as crianças com suas melhores roupas.

2) Crianças pequenas eram sedadas e levadas em malas, caixões de defunto, caixotes de ferramentas, baús ou similares.

3) Devido às freqüentes epidemias, e ao medo que os alemães tinham de se aproximar dos doentes, as crianças que conseguissem fingir uma doença, ou que estivessem realmente muito doentes, podiam ser retiradas numa ambulância.

4) Os carros e ambulâncias levaram um cão treinado para latir quando o veículo estivesse parado, assim o eventual choro de uma cri ança escondida não seria percebido pelo guarda que parasse o carro na saída do gueto.

Desse modo, durante um ano e meio de articulações clandestinas, foram salvas 2.500 vidas. Em 22 de julho de 1942 teve início a expulsão em massa dos habitantes do gueto de Varsóvia para os campos de extermínio de Treblinka. Em outubro desse ano o general da SS Jürgen Stroop informou a seu superior Friedrich Krüger que um total de 310.332 judeus do gueto tinham sido “transferidos”. Sobraram apenas 65.000 habitantes, considerados indispensáveis como escravos nas fábricas e oficinas da Varsóvia ocupada.
 Em 20 de outubro de 1943 as atividades de Irena Sendler foram descobertas pela Gestapo, que a levou à prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada, tendo pernas e pés quebrados a pauladas – mas ela não revelou nomes, nem de seus companheiros do Zegota, nem das crianças que havia salvado. Foi sentenciada à morte. Os membros da Zegota agiram rápido: subornaram os responsáveis pela execução e no dia seguinte o nome de Irena Sendler integrava a lista dos poloneses executados. Sob a proteção de um pseudônimo, viveu escondida até o final da guerra – exatamente como as crianças que havia salvo.

 Acabado o inferno, Irena desenterrou dois frascos de vidro que escondera no jardim de uma vizinha. Eles continham a lista dos verdadeiros nomes das crianças junto aos inventados nos documentos falsos. Era seu propósito que um dia as crianças pudessem retornar às suas famílias naturais e recuperar sua identidade judaica. Contudo, quase não havia sobreviventes – o heróico levante do gueto de Varsóvia consumira seus últimos habitantes. Constituído então o comitê de salvamento dos judeus sobreviventes, entregou os frascos de vidro a seu primeiro presidente, o Dr. Adolf Berman.

 Em 1991 foi reconhecida como cidadã honraria do Estado de Israel; em novembro de 2003 recebeu a mais alta condecoração polonesa: a Ordem da Águia Branca e também o Prêmio Jan Karski “Pela Coragem e Coração”. Foi indicada pelo governo da Polônia, em 2007, como candidata ao Prêmio Nobel da Paz; também nesse ano o Senado da República da Polônia, em resolução especial, homenageou Irena Sendler e o Conselho de Ajuda aos Judeus. Ainda em 2007 foi condecorada com a Ordem do Sorriso – a mais importante distinção concedida por crianças de todo o mundo.

 Nunca considerou a si própria, nem permitiu que a investissem na condição de heroína. Em todas as entrevistas e homenagens ressaltou que trabalhava em equipe, que sem seus companheiros de resistência não teria sido possível tamanha ousadia. Em resposta ao convite para uma reunião em sua homenagem, respondeu: “A justificação para minha vida não são honrarias, mas sim a vida de cada uma das crianças salvas pela minha ajuda e a ajuda de incríveis mensageiros secretos que não vivem mais”.

Nenhuma honraria seria capaz de enaltecê-la o suficiente, e sem dúvida não precisou de reconhecimentos para validar sua coragem e amor. Somos nós que precisamos oferecer admiração e gratidão, pois no espelho de Irena Sendler, a despeito de todos os horrores de seu tempo, fica enaltecida a nossa própria humanidade.

Lia Diskin – Co-fundadora da Associação Palas Athena, coordenadora do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz – um programa da UNESCO. Recebeu da UNESCO o Diploma de Reconhecimento por sua contribuição na área de Direitos Humanos e Cultura de Paz durante as comemorações dos 60 anos da UNESCO.”

Em 2008, foi produzido o filme “O Corajoso Coração de Irena Sendler” que retrata os fatos mais importantes de sua luta. A atriz que fez o papel de Irena,  Anna Paquin, foi indicada ao Globo de Ouro de 2010. Assista abaixo o trailer do filme:





REFERÊNCIA:

DISKIN, Lia. A mãe do Gueto de Varsóvia – Irena Sendler . Revista 18, Centro da Cultura Judaica de São Paulo, edição set/out/nov. de 2008.

ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:






sexta-feira, 6 de março de 2015

IMPRESSIONANTE CASO DE EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE

Fonte da imagem: http://eqm-quase-morte.blogspot.com.br/
Fábio José Lourenço Bezerra
 Já são inúmeros os casos de Experiências de Quase Morte (EQM) que a neurociência não consegue explicar em termos materialistas. Os neurocientistas estão, cada vez mais, tendo que rever os seus conceitos. A única explicação possível para estes casos é que o cérebro é um receptor da alma, e não um produtor desta.
Extraímos parte de um artigo, publicado no “Journal of Scientific Exploration” em 1998, que detalha um impressionante caso de EQM, que trás uma interessantíssima evidência da independência da alma em relação ao corpo. Vejamos:
Existem casos de Experiências de Quase-Morte que fornecem provas para a sobrevivência da personalidade humana depois da morte? Aspectos Técnicos Relevantes e Relatos de Casos ilustrativos

“[...]O caso de Al Sullivan. B.G. (Bruce Greyson) soube deste caso quando Al Sullivan participou de uma reunião da Associação Internacional para Estudos de Quase-Morte em Connecticut , em 1990, 2 anos após a cirurgia durante a qual ocorreu a experiência do Sr. Sullivan. O Sr. Sullivan era um motorista de van de 56 anos na época da sua experiência, que ocorreu em 18 de janeiro, 1988, durante uma operação de ponte de safena de emergência no Hospital Hartford em Connecticut. Seu coração começou a bater de forma irregular na segunda de manhã no trabalho, e ele foi admitido no hospital. Durante os testes de diagnóstico, uma de suas artérias coronárias estava bloqueada, e ele foi levado às pressas para a sala de operação para o que tornou-se uma cirurgia de ponte quádrupla. Durante a operação, ele teve uma clara sensação de deixar seu corpo; ele escreveu sobre o resto de sua experiência em 1990:

Comecei minha viagem subindo e encontrei-me dentro de uma forma muito grossa, preta e revolta fumaça, como na atmosfera. A fumaça parecia me cercar não importava o jeito que eu me virava, no entanto, não ia me impedir, do tanto que eu estava preocupado ....

Como eu continuei a minha jornada, eu subi para um lugar semelhante a um anfiteatro. Ele tinha uma parede diretamente na minha frente para me impedir de entrar nele. Por trás dessa parede, um luz muito brilhante surgiu. Enquanto eu tentava aproximar-me  dessa parede, notei três figuras humanóides imediatamente à minha esquerda... eu era capaz de compreender a parede e olhar sobre ela para a área que a parede estava bloqueando. Para minha surpresa, no lado inferior esquerdo de todas as coisas estava eu. Eu estava de poedeiras [sic] sobre uma mesa coberta com lençóis azul-claros e fui cortado de modo a expor minha cavidade torácica. Foi nessa cavidade que eu era capaz de ver o meu coração no que parecia ser uma pequena mesa de vidro. Eu era capaz de ver o meu cirurgião, que há poucos momentos tinha me explicado sobre o que ele ia fazer durante a minha operação. Ele parecia estar um tanto perplexo. Achei que ele estava batendo os braços como se estivesse tentando voar.... Foi nesse ponto que notei que uma das três figuras que eu vi na minha chegada à parede era a do meu cunhado, que morreu quase dois anos antes.... Foi então que voltei minha atenção para o lado direito inferior do lugar que eu estava. Eu vi uma brilhante luz amarela, que vinha do que parecia ser um túnel muito bem iluminado .... A luz que veio do túnel era de um tom amarelo-dourado e, embora a mais brilhante que eu já tinha visto, ela não causava nenhum desconforto aos meus olhos. Em seguida, precedida de calor, alegria, paz e uma sensação de ser amado, uma figura de capuz marrom saiu da luz em minha direção. Para a minha euforia aumentar ainda mais, para meu deleite, reconheci ser a minha mãe. Minha mãe tinha morrido com 37 anos de idade,  quando eu tinha sete anos. Eu estou agora na casa dos 50 anos, e o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi o quão jovem minha mãe apareceu. Ela sorriu para mim e parecia estar moldando palavras com a boca e estas não eram [sic] audíveis para mim. Através de transferência de pensamento, logo foi capaz de se comunicar. De repente, a expressão da minha mãe se alterou para a de preocupação. Neste ponto, ela saiu do meu lado e caíam em direção ao meu cirurgião. Ela colocou a mão do cirurgião no lado esquerdo do meu coração e, em seguida, voltou para mim. Lembro-me de o cirurgião fazer um movimento de varredura, como se fosse para livrar a área de um inseto voador. Minha mãe, em seguida, estendeu uma das mãos para mim, mas por mais que tentasse não conseguia entender isso. Ela, então, sorriu e se voltaram na direção o túnel iluminado ...

Segundo o Sr. Sullivan, tão logo ele recuperou a consciência e o tubo foi retirado de sua garganta para que ele pudesse falar, ele disse a seu cardiologista, Dr. Anthony LaSala, o que tinha observado durante a operação. A primeira reação do Dr.LaSala foi atribuir a experiência do Sr. Sullivan às drogas que tinham sido dadas a ele. O Sr. Sullivan descreveu então que viu o cirurgião cardíaco, Dr. Hiroyoshi Takata, batendo os cotovelos como se ele estivesse tentando voar. Segundo o Sr. Sullivan, neste momento os olhos do Dr. LaSala se arregalaram, e ele perguntou quem tinha falado ao Sr. Sullivan sobre isso. Quando o Sr. Sullivan disse que tinha visto a si mesmo, de cima de seu corpo na sala de cirurgia, Dr. LaSala explicou que este era um hábito peculiar do Dr. Takata. Se ele ainda não tinha limpado e não queria que as mãos sem luvas tocassem o campo operatório estéril, ele achatava as palmas das mãos contra o peito e dava instruções aos seus assistentes, apontando com os cotovelos.

Sullivan disse que  o Dr. LaSala relatou essa experiência para o Dr. Takata, mas que a resposta do Dr. Takata só tinha sido  defensiva, insistiindo que o Sr. Sullivan não tinha “morrido” durante a cirurgia. O próprio Sr. Sullivan não falou com o Dr.Takata sobre a experiência até uma visita de acompanhamento, provavelmente uns 2 anos mais tarde. Naquela época, o Dr. Takata disse apenas:  “Bem, você está aqui, você está vivo, então eu devo ter feito algo certo!

No outono de 1997, um de nós (BG) falou com ambos Dr. LaSala e Dr.Takata. Dr. Takata não pôde confirmar especificamente que ele tinha agitado os cotovelos durante a cirurgia do Sr. Sullivan em particular, mas ele confirmou que este é um hábito regular seu, feito não porque ele ainda não tenha limpado (como relatado pelo Sr. Sullivan), mas porque, depois de ter limpado, ele não quer que suas mãos toquem em alguma coisa até que ele esteja realmente pronto para fazer a cirurgia. O Dr. LaSala confirmou para B.G. o que o Sr. Sullivan lhe tinha dito sobre a experiência logo depois que ele recuperou a consciência após a cirurgia. Ele também confirmou que o Dr. Takata tem este hábito de agitar os cotovelos, e acrescentou que ele nunca viu nenhum outro cirurgião fazer isso.
Comentário: Os registros médicos do Sr. Sullivan indicam que na sala de operação, foi aplicado nele pela primeira vez um anestésico local para que um balão intra-aórtico pudesse ser inserido, e então foi aplicada uma anestesia geral para que a cirurgia em si pudesse começar. Ocorreu-nos que o Sr. Sullivan poderia ter visto o Dr. Takata bater  os cotovelos quando o balão estava sendo inserido, mas antes dele receber a anestesia geral e perder a consciência, e que ele tinha mais tarde confundido a ordem de eventos. B.G. portanto pediu ao Sr. Sullivan para dar mais detalhes sobre o que tinha visto no momento que viu o Dr. Takata batendo os braços. O Sr. Sullivan disse que viu o Dr. Takata sozinho sobre o peito aberto, que estava sendo mantido aberto por grampos de metal, e ele também viu outros dois cirurgiões trabalharem em sua perna. Ele se lembra de ficar confuso no momento sobre o porquê deles estarem trabalhando em sua perna quando o problema era com o seu coração, mas ele entendeu quando, neste ponto da cirurgia, os cirurgiões foram tirando a veia de sua perna para criar o enxerto de ponte para o seu coração. Esses detalhes parecem claramente confirmar que a observação do Sr.Sullivan do Dr. Takata batendo os braços ocorreu quando ele estava sob anestesia geral e, pelo menos para os observadores, inconsciente.”
Abaixo, postamos um vídeo sobre este caso, que integra o documentário “Moment of Death” (O Momento da Morte), de 2008, do canal National Geographic.



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

COOK,Emily Williams; GREYSON, Bruce; STEVENSON, Ian. Do Any Near-Death Experiences Provide Evidence for the Survival of Human Personality after Death? Relevant Features and Illustrative Case Reports. Journal of Scientific Exploration, Vol. 12, No. 3, pp. 377-406, 1998.

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS CONSULTADOS:







quarta-feira, 4 de março de 2015

DESCOBERTO ESCUDO INVISÍVEL QUE PROTEGE A TERRA



Em busca de uma explicação para o escudo antirradiação, a equipe está centrando as atenções na plasmafera (em roxo), uma nuvem de gás carregado que circunda a Terra. [Imagem: NASA/Goddard]


Fábio José Lourenço Bezerra

Os Espíritos Superiores, encarregados da construção dos mundos, verdadeiras escolas para os Espíritos em evolução, encarregam-se de planejar os mínimos detalhes de sua tarefa.

Cientistas da NASA ficaram espantados com a descoberta, em torno da Terra, de uma barreira invisível impenetrável a elétrons de alta energia vindos do espaço - a radiação mais perigosa para a vida na superfície do nosso planeta. É quase como se esses elétrons estivessem batendo em uma parede de vidro no espaço. Eles desconhecem de que é feita e como se forma essa barreira.
Transcrevemos abaixo, na íntegra, um artigo do site Inovação Tecnológica (www.inovacaotecnologica.com.br), sobre essa intrigante descoberta.

Terra tem "escudo invisível" contra radiação cósmica
Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/11/2014
Radiação cósmica
Cientistas de uma missão da NASA se dizem perplexos com o que acabam de descobrir: um escudo antirradiação em torno da Terra que é uma verdadeira "barreira impenetrável no espaço" - ao menos para partículas cósmicas de alta energia.
Os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas mantidos pelo campo magnético da Terra, são conhecidos há décadas. Mais recentemente, as duas sondas gêmeas Van Allen (a missão originalmente se chamava RBSP (Radiation Belt Storm Probes) descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra.
Mas o que estas mesmas sondas descobriram agora é diferente.
Embora os cinturões de Van Allen protejam a Terra de grande parte da radiação espacial, os cientistas acreditavam que a radiação mais forte, consistindo de elétrons de energia muito alta, só era barrada aos poucos, conforme as partículas se aproximavam e colidiam com os átomos da atmosfera.
Escudo protetor da Terra
O que os instrumentos das duas sondas revelaram é algo bem diferente: há um verdadeiro "escudo invisível" nas imediações dos cinturões de Van Allen que simplesmente não permite a penetração dos elétrons de alta energia - a radiação mais perigosa não apenas para os satélites de comunicação e para os astronautas em órbita da Terra, mas também para a própria vida na superfície.
"Esta barreira contra elétrons ultrarrápidos é uma característica surpreendente dos anéis. Nós fomos capazes de estudá-la pela primeira vez porque nós nunca havíamos feito uma medição precisa desses elétrons de alta energia," disse Daniel Baker, da Universidade do Colorado, que chamou a nova barreira protetora de "escudo invisível tipo Jornada nas Estrelas".
"É quase como se esses elétrons estivessem batendo em uma parede de vidro no espaço. Mais ou menos como os escudos criados por campos de força em Jornada nas Estrelas eram usados para repelir armas alienígenas, estamos vendo um escudo invisível bloqueando esses elétrons. É um fenômeno extremamente intrigante," disse Baker.
Partículas espaciais
Ainda não há uma explicação sobre o que e como se forma essa barreira protetora.
A equipe já descartou a ação do campo magnético terrestre que mantém os anéis antirradiação já conhecidos - os elétrons de alta energia são bloqueados à mesma altitude mesmo em pontos onde o campo magnético da Terra é mais fraco -, bem como as ondas eletromagnéticas das transmissões de dados feitas pelo homem e o formato muito pronunciado dos anéis de radiação, que também foi descoberto pelas sondas Van Allen.
Segundo nota emitida pela NASA sobre a descoberta, a explicação mais provável para a constituição do "escudo invisível" são outras "partículas espaciais" ainda desconhecidas ou não detectadas.
Bibliografia:

An impenetrable barrier to ultrarelativistic electrons in the Van Allen radiation belts
D. N. Baker, A. N. Jaynes, V. C. Hoxie, R. M. Thorne, J. C. Foster, X. Li, J. F. Fennell, J. R. Wygant, S. G. Kanekal, P. J. Erickson, W. Kurth, W. Li, Q. Ma, Q. Schiller, L. Blum, D. M. Malaspina, A. Gerrard, L. J. Lanzerotti
Nature
Vol.: 515, 531-534
DOI: 10.1038/nature13956

ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO: