sábado, 6 de julho de 2013

AS ASSINATURAS DE DEUS, NA NATUREZA, DEMONSTRAM SUA EXISTÊNCIA


Fábio José Lourenço Bezerra

            Para que possamos verificar a existência de Deus, devemos lançar o olhar sobre a natureza, da mesma forma que para um objeto qualquer. Caso este objeto, mediante nosso exame, apresente, ao mesmo tempo, complexidade, organização e propósito, é evidente que ele não surgiu por acaso, mas que uma inteligência o criou. O grau dessa inteligência será, evidentemente, proporcional aos graus dos três aspectos acima citados.
            Ao olhar para o Universo, desde a sua origem, verificamos, maravilhados, que os três aspectos acima abordados estão presentes. E de que forma! Verdadeiras assinaturas de Deus.
Analisando-se os dados científicos obtidos até hoje, salta aos olhos ter o universo um propósito: dar origem e abrigar a vida. Uma vasta série de "coincidências", desde o Big Bang até o momento presente, permitiram o surgimento da vida em suas expressões mais complexas, e da consciência, apesar das enormes probabilidades em contrário. A ciência chama isto de o Princípio Antrópico.

A lista de "coincidências" é enorme. Como exemplos, temos:

·         Caso a força elétrica entre elétrons diferisse um pouco, a vida como a conhecemos não seria possível;

·         O próton (partícula do núcleo do átomo) e sua estabilidade;

·         O tamanho das estrelas;

·         A existência de elementos químicos mais pesados (como o carbono, base da vida como a conhecemos).

            Sobre este último ítem, extraímos parte do artigo do site Inovação Tecnológica, intitulado:Identificado carbono primordial que deu origem à vida”. Vejamos:


            “No caso do carbono - um elemento fundamental para a vida na Terra - é necessário que seu núcleo passe por um certo estado intermediário especial, para que ele possa se formar no interior das estrelas. Esse estado - chamado estado de Hoyle - é uma forma do núcleo de carbono rica em energia, uma espécie de passo intermediário entre o núcleo de hélio e o núcleo de carbono, muito mais pesado.Se o estado de Hoyle não existisse, as estrelas poderiam gerar apenas quantidades muito pequenas não apenas do carbono, mas também de outros elementos mais pesados, como oxigênio, nitrogênio e ferro. Ou seja, sem esse passo intermediário, o Universo não seria mais do que uma massa gasosa ou gelatinosa, com muito poucos elementos pesados.”
    “Sem esse tipo específico de núcleo de carbono, a vida como a conhecemos não teria sido possível - e, eventualmente, nem mesmo o Universo como o conhecemos. Durante décadas, o estado de Hoyle foi o melhor exemplo para a teoria de que as constantes fundamentais da natureza devem ter precisamente os seus valores verificados experimentalmente, e não quaisquer outros, pois, caso contrário, não estaríamos aqui para observar o Universo - este é o chamado princípio antrópico.”
    “Para o estado de Hoyle, isso significa que ele deve ter exatamente a quantidade de energia que ele tem, ou então nós não existiríamos", afirma o Dr. Meibner.”

        Com o decorrer do tempo, nosso Universo está sofrendo uma expansão. Contudo, se a intensidade da gravidade fosse um pouquinho maior, ele se contrairia, sofrendo um colapso, não deixando tempo para que a vida se desenvolvesse. Sendo fraca demais, ocorreria a expansão, porém não se formariam estrelas ou galáxias para abrigar a vida.
     Enfim, tudo no universo mostra uma fina sintonia para o surgimento da vida em suas formas mais complexas. Água e moléculas orgânicas, por exemplo, são comuns no universo. O próprio surgimento da vida, com toda a sua sofisticada organização e imensa complexidade (principalmente a nível molecular), bem como sua evolução, até hoje, são enigmas. Para evoluir até o homem, ela passou por misteriosos saltos evolutivos entre as espécies (o que pode ser demonstrado nas numerosas lacunas nos registros fósseis da história da vida na Terra) que não podem ser explicados pelo acaso. A esse respeito só existem teorias um tanto especulativas, que contam com eventos aleatórios de baixíssima probabilidade, baseadas no materialismo.

Relativamente à complexidade e organização da vida a nível molecular, apenas para exemplificar (haveria muito mais a demonstrar), reproduzimos, na íntegra, o excelente artigo de Daniel Ruy Pereira, professor de Biologia e Ciências, publicado em seu site Considere a Possibilidade... deve haver um relojoeiro... em 18/09/2009, sobre uma assombrosa enzima, essencial à vida, a ATP sintase:



A vida depende de uma incrível enzima chamada ATP sintase, o menor motor giratório do mundo (1). Este pequeno complexo de proteínas produz um composto rico em energia, o ATP (adenosina trifosfato). Cada uma das 14 trilhões de células do corpo humano conduz esta reação cerca de um milhão de vezes por minuto. Mais da metade do peso corporal do ATP é feito e consumido no mesmo dia!
Todos os seres vivos precisam produzir ATP, muitas vezes chamada de “moeda energética da vida”. É uma molécula pequena, mas tem um grande trabalho: prover energia imediatamente disponível para a maquinaria celular. As maquinarias protéicas abastecidas por ATP energizam quase tudo o que está dentro de uma célula viva, incluindo a fabricação de DNA, RNA e proteínas, a limpeza do lixo, e o transporte de produtos químicos para dentro, para fora e no interior das células. Outras fontes de combustível não fornecem energia a estas maquinas protéicas celulares, do mesmo jeito que o diesel, a energia eólica ou a solar não fornecem energia a uma motor à gasolina.
O pensamento lógico a respeito do motor automobilístico leva-nos a pensar que somente uma pessoa inteligente (com mente e vontade) poderia criar uma máquina que converte energia de uma forma a outra com o propósito de mover um carro (2). A máquina demonstra ordem, proporções não-randômicas e uso inteligente de partes independentes, que são do tamanho, forma e força exatos para trabalhar juntas em um propósito absoluto. Essa inferência que fazemos, da máquina ao criador, é válida para as máquinas encontradas na “natureza” até o seu Criador (3). Todos sabem que uma pintura é feita por um pintor, porque a pintura mostra uma complexidade especificada, ou um padrão complexo e reconhecível, que não é próprio da pintura. Isto é, as moléculas da pintura não se organizam espontaneamente para formar um retrato da Mona Lisa, por exemplo.
Podemos encontrar a ATP sintase na parte interna das membranas das células bacterianas, e no espaço intermembranoso das mitocôndrias e coloroplastos, que são organelas membranosas dentro das células animais e vegetais.
A ATP sintase produz o ATP a partir de dois produtos químicos menores, o ADP e o fosfato. Essa enzima é tão pequena que é capaz de manipular essas pequenas moléculas, uma de cada vez. Ela precisa converter algumas outras formas de energia em novos ATPs. Energia esta que aparece na forma de um gradiente de íon de hidrogênio (H+), que é gerado por um sistema protéico inteiramente diferente da ATP sintase (5). Íons de hidrogênio passam através da ATP sintase como o vento por um moinho. Isso compreende uma corrente elétrica de carga positiva, diferente dos nossos motores elétricos, que usam uma corrente negativa de elétrons.
Um motor complexo como a ATP sintase precisa de figuras para podermos descrevê-lo. Cientistas usam técnicas engenhosas para descobrir as exatas localizações de cada um dos muitos milhares de átomos que constituem grandes moléculas como a ATP sintase .
Esse complexo protéico contém pelo menos 29 subunidades, produzidas separadamente, que encaixam-se em duas grandes porções: a cabeça (Figura 2) e a base (Figura 3) (7). A base é ancorada em uma membrana plana (Figura 1), como o botão em uma camisa (exceto que os botões são fixados em um único lugar, e a ATP sintase pode migrar para qualquer lugar no plano de sua membrana). A cabeça da ATP sintase forma um tubo (Figura 2). Compreende seis unidades, em três pares. Estes formam três conjuntos de estações de encaixe, cada qual com a capacidade de reter um ADP e um fosfato. A ATP sintase inclui um estator (parte estacionária), que curva-se sobre o exterior da estrutura a fim de ajudar a ancorar a cabeça à base.
Agora vejamos o modo eficiente e maravilhoso pelo qual esta maravilhosa micro-máquina funciona. Veja que, na figura 1, um eixo espiral, chamado “γ” está no meio da ATP sintase. Este eixo percorre o centro tanto da cabeça como da base, como uma caneta dentro do tubo de papelão de um rolo de papel higiênico.
Aqui está a “mágica”: quando um fluxo de minúsculos íons de hidrogênio (prótons) flui através da base e para fora da ATP sintase, passando através da membrana, eles forçam o eixo e a base a girar. O forte eixo central pressiona as paredes internas das seis proteínas da cabeça, que tornam-se ligeiramente deformadas e reformadas alternadamente. Cada uma das trilhões de células do seu corpo tem milhares destas máquinas girando a mais de 9.000 rpm.
O eixo giratório causa movimentos de compressão da cabeça a fim de alinhar um ADP a um fosfato, formando ATP… aos montes. Muitas outras máquinas protéicas da célula usam ATP,  quebrando-o em ADP e fosfato de novo. Isso é então, novamente reciclado em ATP pela ATP sintase. Lubert Stryer, autor de Bioquímica diz: “a enzima parece operar com uma eficiência próxima de 100%…”.
Este motor tem um incrível design de alta tecnologia a um tamanho nanoscópico.
Cientistas evolucionistas sugerem que a porção da cabeça da ATP sintase evoluiu de uma classe de proteínas usadas para desenrolar o DNA durante a sua replicação.
Contudo, como a ATP sintase poderia “evoluir” de algo que precisa de ATP, sintetizado por ela, para funcionar? Essa sugestão bizarra pretende dizer no que precisamos acreditar para entender nossas origens. Os evolucionistas são muitas vezes guiados por um tendência que eles não admitem: o naturalismo metodológico.  Essa é a suposição de que os processos que explicam a operação dos fenômenos são tudo o que podemos usar para descrever a origem destes fenômenos. Essa filosofia exclui Deus, por decreto (não por ciência ou razão).
Cientistas criacionistas, olhando para o mesmo “fenômeno” da ATP sintase também têm uma tendência: a origem sobrenatural é possível em um universo teísta. A grande pergunta é: que tendência está correta? Eu afirmo que uma tendência criacionista é claramente verdadeira, porque faz sentido de acordo com os princípios da causalidade, bem como da Palavra revelada do Próprio Criador.
Nós  devemos também  considerar que a ATP sintase é produzida por processos que (todos eles) precisam de ATP – tais como o desenrolamento da dupla hélice de DNA pela helicase, o que permite a transcrição e tradução da informação codificada nas proteínas que fabricam a ATP sintase. E fabricar mais de cem enzimas/máquinas necessárias para alcançar esse objetivo necessita de ATP! A produção das membranas nas quais a ATP sintase está situada é um processo que precisa de ATP, mas sem as membranas isso não funcionaria. Este é realmente um círculo vicioso para os evolucionistas explicarem.
E quanto às características Daquele que projetou as maravilhosas habilidades do nano-motor da ATP sintase? Tenha em mente que, quanto menor uma máquina for, mais engenhosos serão os esforços necessários para construí-la.
A ATP sintase fala da sabedoria, inteligência, capacidade ou racionalidade do seu criador, alguns dos exatos atributos de Deus como revelado na Bíblia! Quando investigamos a obra de Suas mãos, somos compelidos a obedecer Seu mandamento de fazer o que for necessário para “dominar a terra” (Gênesis 1:28), e temos ainda mais razão para louvá-Lo e alegrarmo-nos Nele, por Sua providência e genialidade.”

A ATP sintase em ação
            Outro fator, relativamente à vida, é digno de ser citado: A física nos diz que o Universo tende a um estado de maior para menor organização, ou seja, para maior Entropia ou desordem do sistema. Contudo, a vida vai na contramão desse processo, pois seu surgimento criou a ordem a partir da desordem.
            Assim, apesar das opiniões tendenciosas dos crentes materialistas e ateístas, Deus nos aparece através de Sua obra, do micro ao macrocosmo. Criou o Universo material e a vida, através dos seus engenheiros Espirituais, para que os Espíritos nela pudessem passar pelas experiências necessárias à sua evolução intelecto-moral.   

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1 KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: princípios da doutrina espírita. 76. ed. Rio de Janeiro: FEB, [1995].
2 KAKU, Michio. Mundos paralelos. Rio de Janeiro: Rocco, 2008;

3 BURGOS, Pedro. Não estamos sozinhos. Superinteressante, São Paulo: Abril, ed. 255, ago. 2008.

4 GOSWAMI, Amit. A evolução criativa das espécies: uma resposta da nova ciência para as limitações da teoria de Darwin. São Paulo: Aleph, 2009. (Série Novo Pensamento).
         
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

PRIMEIROS RESULTADOS DO ESTUDO AWARE, SOBRE EXPERIÊNCIAS DE QUASE-MORTE, SUGEREM A INDEPENDÊNCIA DA ALMA EM RELAÇÃO AO CORPO


Fábio José Lourenço Bezerra

            Conforme já mencionamos no texto As Experiências de Quase-Morte, neste blog, o Dr Raymond Moody Jr. resumiu da seguinte forma, em seu livro Vida Depois da Vida, esse fenômeno:
 “Um homem está morrendo e, quando chega ao ponto de maior aflição física, ouve seu médico declará-lo morto. Começa a ouvir um ruído desagradável, um zumbido alto ou toque de campainhas, e ao mesmo tempo se sente movendo muito rapidamente através de um túnel longo e escuro. Depois disso, repentinamente se encontra fora do seu corpo físico, mas ainda na vizinhança imediata do ambiente físico, e vê seu próprio corpo a distância, como se fosse um espectador. Assiste às tentativas de ressurreição desse ponto de vista inusitado em um estado de perturbação emocional.
Depois de algum tempo, acalma-se e vai se acostumando à sua estranha condição. Observa que ainda tem um “corpo”, mas um corpo de natureza muito diferente e com capacidades muito diferentes das do corpo físico que deixou para trás. Logo outras coisas começam a acontecer. Outros vêm ao seu encontro e o ajudam. Vê de relance os espíritos de parentes e amigos que já morreram e aparece diante dele um caloroso espírito de uma espécie que nunca encontrou antes – um espírito de luz. Este ser pede-lhe, sem usar palavras, que reexamine sua vida, e o ajuda mostrando uma recapitulação panorâmica e instantânea dos principais acontecimentos de sua vida. Em algum ponto encontra-se chegando perto de uma espécie de barreira ou fronteira, representando aparentemente o limite entre a vida terrena e a vida seguinte. No entanto, descobre que precisa voltar para a Terra, que o momento da sua morte ainda não chegou. A essa altura oferece resistência, pois está agora tomado pelas suas experiências no após-vida e não quer voltar. Está agora inundado de sentimentos de alegria, amor e paz. Apesar dessa atitude, porém, de algum modo se reúne ao seu corpo físico e vive.
           Mais tarde tenta contar o acontecido a outras pessoas, mas tem dificuldade em fazê-lo. Em primeiro lugar, não consegue encontrar palavras humanas adequadas para descrever esses episódios não-terrenos. Descobre também que os outros caçoam dele, e então deixa de dizer essas coisas. Ainda assim, a experiência afeta profundamente sua vida, especialmente suas opiniões sobre a morte e as relações dela com a vida”.

Atualmente, está em curso o mega estudo AWARE (sigla inglesa para "consciência durante ressuscitação"), liderado pelo Dr. Sam Parnia (um dos maiores especialistas do mundo no estudo científico da morte, do estado da mente humana, do cérebro e das experiências de quase-morte), e coordenado pela Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que começou em 25 hospitais na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, desde setembro de 2008. Este estudo tinha como objetivo, inicialmente, examinar experiências de quase-morte em 1500 pacientes, sobreviventes de ataque cardíaco, durante 3 anos. Contudo, a duração do estudo e o número de hospitais que participam dele foram ampliados, inclusive com a inclusão de hospitais no Brasil e em outras partes do mundo. Nele, os especialistas estão verificando se as pessoas que tiveram suspenso o seu batimento cardíaco ou atividade cerebral podem ter experiências de se ver fora do próprio corpo. Para testar a "visão de cima", os pesquisadores vão instalar prateleiras especiais em áreas de atendimento de emergência dos hospitais. Elas contêm fotografias que só podem ser vistas de cima.

O Dr Parnia relatou, em entrevista no dia 23 de fevereiro deste ano ao site NPR, alguns resultados iniciais do estudo AWARE: cerca de 1 em 1.000 pacientes lembrou-se de uma EQM que incluía a experiência de sair do corpo. Foram relatadas uma série de experiências fora do corpo, mas algumas sem visualização dos alvos instalados nas prateleiras acima deles, e alguns olharam para os eventos na sala de ressuscitação em um ângulo diferente de onde estava a prateleira, mas descreveram detalhes precisos do que ocorria na sala. Por causa disso, os pesquisadores estão reajustando o estudo.
           
 Numa entrevista ao The Guardian, em 6 de abril deste ano, ele disse:

"Quando comecei a me interessar nessas questões mente / corpo, fiquei surpreso ao descobrir que ninguém tinha sequer começado a apresentar uma teoria sobre exatamente como os neurônios no cérebro podem gerar pensamentos", diz ele. "Nós sempre assumimos que todos os cientistas acreditam que o cérebro produz a mente, mas na verdade há muitos que não estão certos disso. Neurocientistas proeminentes, tais como Sir John Eccles, um prêmio Nobel, acreditam que nunca vão entender a mente através da atividade neuronal. Tudo o que posso dizer é que eu tenho observado desde a minha obra, parece que quando a consciência encerra na morte, psique, ou alma - pelo qual eu não quero dizer fantasmas mas o seu eu individual - persiste por pelo menos aquelas horas antes de ser ressuscitado (grifo nosso). Desde que poderíamos justificadamente começar  a concluir que o cérebro está agindo como um intermediário para manifestar a sua idéia de alma ou eu, mas não pode ser a fonte ou o autor dela ... Eu acho que a prova está começando a sugerir que devemos manter as nossas mentes abertas para a possibilidade de que a memória, enquanto, obviamente, uma entidade científica de algum tipo - Eu não estou dizendo que ela é mágica ou qualquer coisa assim - não é neuronal "(grifo nosso).
O Dr. Parnia, em sua entrevista acima, mostra claramente que está se convencendo de que o eu individual, a alma humana, é independente dos neurônios cerebrais, conforme suas próprias palavras, que grifamos acima.
            Em outras palavras, os resultados preliminares do estudo AWARE evidenciaram o que o Espiritismo nos ensina há mais de 150 anos: que a alma não é produto do cérebro, sendo algo independente, ou seja, um Espírito, entidade ainda não compreendida pela ciência atual, temporariamente ligada a um corpo físico perecível, e que sobrevive à destruição deste. O corpo físico nada mais é do que um veículo do Espírito, para sua interação com o mundo material, onde passa por experiências necessárias à sua evolução.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

ROTEIRO DE ESTUDO DO BLOG ESPIRITISMO PARA INICIANTES


Fábio José Lourenço Bezerra

            O objetivo do blog Espiritismo para iniciantes é fornecer um curso introdutório ao estudo do Espiritismo, focado nas obras básicas, essenciais, da Doutrina Espírita. Ou seja, os livros de Allan Kardec, principalmente as suas cinco principais obras: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O céu e o inferno e A Gênese.
Procura também demonstrar os estudos posteriores à Kardec, inclusive alguns atualíssimos, principalmente aqueles realizados por pesquisadores não espíritas, concordantes com os ensinos legados a nós pelos Espíritos Superiores, através dos trabalhos de pesquisa e sistematização de Allan Kardec. Estes estudos vêm confirmando, pouco a pouco, diversas nuances da Doutrina Espírita, e demonstram sua seriedade e universalidade.
Como introdução, sugerimos o texto “Por Que Ser Espírita?” (basta clicar em cima dos títulos dos textos para acesso direto a eles). Em seguida, os textos abaixo, na sequência em que estão dispostos:








          “O Mundo Espiritual”,





         "Milagres Existem?"




       “Os Espíritos se Comunicam Através de Equipamentos Eletrônicos ? Parte 1 e Parte 2
















     “Satanás e Seus Demônios Existem? – Parte2” 

     Foram publicados outros textos no blog. Porém, julgamos que estes acima são os principais, e dentro deles existem links para os demais. Bons estudos!

domingo, 12 de maio de 2013

MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL



Fábio José Lourenço Bezerra

Conforme já tratamos no texto Os Espíritos Influenciam Nossas Vidas?, neste blog, todos nós temos a mediunidade intuitiva, ou seja, somos capazes de receber as sugestões dos Espíritos desencarnados, que podemos facilmente confundir com nossos próprios pensamentos. Quando as sugestões de um ou mais Espíritos são persistentes e prejudiciais, este fenômeno é denominado Obsessão Espiritual.
Em entrevista à Folha Espírita, à Presidente da Associação Médico Brasil (AME-Brasil) e Associação Médico Espírita Internacional (AME-Internacional), Dra Marlene Nobre, o Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, da AME – SP, psiquiatra e professor da Universidade de São Paulo, nos esclarece:
  
Sérgio Felipe de Oliveira – A obsessão espiritual oficialmente é conhecida em Medicina como possessão e estado de transe. O Código Internacional de Doenças – CID 10, item F 44.3 – qualifica estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle. Os casos em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. A alucinação é um sintoma que pode surgir tanto no transtorno mental anímico, a partir de neuroses graves que marcam o subconsciente, quanto na interferência de fatores externos. Esses fatores externos podem ser químicos e orgânicos, como na ingestão de drogas ou nas desordens orgânicas – febre muito alta, uremia, desordens cerebrais, etc. – ou espirituais. A interferência de uma personalidade intrusa, a obsessão espiritual, pode desajustar a percepção da realidade levando a alucinações. A pessoa pode ter alucinações e ainda assim sustentar a crítica da razão – ela sabe que está alucinando ou pode perder a crítica da razão julgando ser verdadeira aquela falsa realidade. Um dia, um paciente mergulhou no rio Tietê diante da alucinação de que estaria numa bela praia. Nesse caso, temos o transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura. O médico deve inicialmente fazer o diagnóstico da condição orgânica para depois estabelecer diagnóstico diferencial entre o transtorno dissociativo por estado de transe ou possessão, de um caso de transtorno dissociativo psicótico. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM IV – alerta que o clínico deve tomar cuidado para diagnosticar erradamente como alucinação ou psicose casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas porque isso pode não significar uma alucinação ou psicose. A distinção entre alucinação, clarividência ou clariaudiência é uma situação bastante complexa.


ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

http://www.amebrasil.org.br/html/duv_nem.htm

sábado, 11 de maio de 2013

MÚLTIPLAS ENCARNAÇÕES DE DOIS ESPÍRITOS SIMPÁTICOS – CENA FINAL DA NOVELA ALMA GÊMEA


Fábio José Lourenço Bezerra

            O Espiritismo nos ensina que, quando dois Espíritos possuem gostos, tendências, idéias e pensamentos muito semelhantes, eles são chamados de Espíritos simpáticos. Possuem tal afinidade, que a mesma pode ser chamada de amor verdadeiro. Aquele alma-a-alma, duradouro, independente da atração física e da paixão, que são aspectos passageiros do relacionamento entre um casal. A sintonia entre Espíritos simpáticos pode ser manifestada, quando evoluem juntos, e enquanto encarnados, não só através de relacionamentos amorosos, mas também através de grandes amizades e entre familiares que se gostam muito, ao longo de inúmeras existências. 

            A belíssima cena final da novela Alma Gêmea, exibida pela Rede Globo de televisão, mostra os relacionamentos amorosos, e também de grande amizade, entre dois Espíritos simpáticos, ao longo de várias encarnações. Vale muito a pena conferir.



ENDEREÇO ELETRÔNICO:




domingo, 5 de maio de 2013

A MÚSICA THE SPIRIT CARRIES ON (O ESPÍRITO CONTINUA)



Fábio José Lourenço Bezerra

Sobre a música mencionada no título desta postagem, belíssima, da banda americana Dream Theather, extraímos o texto abaixo, do blog Juventude Casa dos Humildes, postada em 17/09/2009:

“A banda americana de metal progressivo Dream Theather lançou em 1999 o seu quinto CD intitulado “Scenes From  a Memory”.
"Considerado uma de suas melhores obras pela crítica especializada, o álbum merece destaque não apenas pela sonoridade bem trabalhada, como também, por ser um disco conceitual e que aborda temas interessantes como: Terapias de Vidas Passadas, Reencarnação e Lei de Causa e Efeito.”
“A história tem como personagem principal Nicholas, que decide ir a um hipnoterapeuta para descobrir a origem dos estranhos sonhos que a perseguem. Durante a sessão de hipnose, ele vivencia uma regressão ao passado, mais precisamente ao ano de 1928, e descobre que foi em outra encarnação uma jovem chamada Victoria, vítima de crime passional.”
“A faixa 11 chama-se “The Spirit Carries On” e conta uma letra belíssima e confortadora, passando a mensagem de que a morte não é o fim.”
            
           Abaixo, colocamos um vídeo da música, com a legenda de sua linda letra:



ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

http://juventudeaech.blogspot.com.br/2009_09_13_archive.html

quinta-feira, 4 de abril de 2013

FÍSICA QUÂNTICA: UM ALERTA!



Alexandre Fonseca
Apesar dos fenômenos ao nível quântico revelarem uma realidade muito diferente da que estamos habituados, carecemos ainda de maiores pesquisas antes de afirmar que a Física Quântica está confirmando os princípios espiritualistas.
A Física Quântica tem sido considerada, no meio espírita, como em alguns grupos religiosos, como sendo aquela que vai confirmar a existência de Deus e do espírito. Nesta matéria, temos um ponto de vista mais cuidadoso do que é normalmente apresentado. De fato, os fenômenos ao nível quântico têm feito os cientistas se sentirem incomodados e perplexos já que eles mostram que na realidade os nossos cinco sentidos nos fazem crer numa verdade ilusória. Porém, isso não significa que a Física Quântica esteja admitindo a existência de “algo exterior” ou “além da matéria”, conforme proposto pelas doutrinas espiritualistas. O movimento espírita deve, portanto, ser cuidadoso ao divulgar idéias ligadas aos fenômenos espíritas e àquelas propostas pela Física.
Nesta matéria um importante alerta é feito: afirmativas como “o perispírito causa a flutuação do vácuo quântico”, “a Física Quântica prova a existência de Deus” e “o espaço-tempo negativo representa o mundo espiritual”. Estas afirmativas carecem de credibilidade tanto científica como espírita, porque não foram obtidas conforme critérios científicos e da Doutrina Espírita. Não se sabe como essas conclusões foram obtidas e que passos teóricos e experimentais foram seguidos para obtenção do resultado final. Para que uma afirmativa seja considerada científica, não basta que ela envolva um assunto científico e nem que o autor dessa afirmativa seja cientista. É preciso que seja apresentada uma explicação mais detalhada e doutrinariamente embasada.
Apesar das nobres intenções de nossos irmãos que divulgam essas idéias, elas podem trazer conseqüências negativas para o movimento espírita. Para entendermos melhor o enfoque do problema, citamos Kardec (item VII da Introdução de O Livro dos Espíritos [1]): “Na ausência de fatos, a dúvida é a opinião do homem prudente”. Esta é a principal razão pela qual se deve tomar cuidado na divulgação de idéias e teorias espíritas que utilizem conceitos das outras ciências. Como os paradoxos da Física Quântica ainda não foram resolvidos pelos cientistas, é prudente esperarmos pelo desenvolvimento das pesquisas nesta área, de modo que possamos, como espíritas, nos posicionarmos melhor perante elas. Pelo simples fato de que nem todos os resultados experimentais da teoria quântica foram totalmente explicados, não autoriza ninguém a afirmar, por exemplo, que Deus ou o espírito é que estão por trás desses fenômenos. Esta atitude é equivocada, não-científica e, o que é pior, expõe o Espiritismo a críticas desnecessárias, afastando as pessoas que trabalham no meio científico e que conhecem bem o assunto.
Novas descobertas causam enormes revisões nos modelos teóricos existentes, demonstrando a fragilidade e o caráter efêmero das recentes teorias da Física. Recentemente tivemos a oportunidade de comentar a respeito desta fragilidade na Física, devido a uma importante descoberta na Física de partículas, e comparar com a solidez da Doutrina Espírita que passou incólume perante todos os descobrimentos do século XX [2]. Esta solidez se dá justamente porque o Espiritismo é uma doutrina baseada em fatos experimentais [2]1.
Comumente critica-se a comunidade científica por não se interessar pelas questões espiritualistas, no entanto, essa postura é bastante prudente. Imaginem se a Ciência desse crédito a toda teoria espiritualista que diz basear-se na Física Quântica [3] para provar a existência de Deus, do espírito ou qualquer outro princípio. Uma pesquisa rápida na internet mostra que existem grupos e seitas religiosas que se utilizam da Física Quântica para darem respaldo aos mais variados assuntos. É importante saber que a comunidade científica prefere rejeitar tais idéias do que se arriscar com uma que seja completamente equivocada. Não foi isso que Kardec nos orientou com relação a novas questões? O espírito de Erasto nos orienta: “mais vale repelir dez verdades que admitir uma só mentira, uma só teoria falsa” [4].
Por outro lado, esta afirmação não impede ao leitor de estudar e pesquisar seriamente tais fenômenos. Propostas teóricas serão sempre bem vindas. Porém, é preciso que o pesquisador entenda perfeitamente tanto as informações científicas quanto a Doutrina Espírita. É necessário que cada proposta teórica seja consistente tanto com os fenômenos materiais, quanto com os doutrinários aos quais se referem. Um ponto importantíssimo é que qualquer idéia ou sugestão não comprovadas cientificamente deve ser divulgada e declarada como tal e não como uma certeza científica. Isto é importante, pois orienta os futuros leitores quanto ao atual status da pesquisa em determinados assuntos.
Na próxima matéria pretendemos explicar porque alguns fenômenos ao nível quântico geram uma idéia de que algo de origem divina esteja por trás deles. Comentaremos alguns pontos positivos e negativos a respeito da recente proposta espiritualista feita pelo físico Prof. Dr. Amit Goswami para solucionar os paradoxos da Física Quântica.
Lembremos ainda o ceticismo de Allan Kardec com relação às mesas girantes antes de conhecer melhor as causas do fenômeno. Achava ele que se tratava de um frívolo divertimento sem objetivo muito sério. Mas após constatar o fenômeno, buscou interpretá-lo à luz dos conhecimentos científicos da época. E, percebendo que os fatos tinham origem inteligente, Kardec iniciou um longo e paciente trabalho de pesquisa onde, somente após muita observação, estudo e questionamento, publicou sua primeira obra, O Livro dos Espíritos. Caros irmãos de ideal espírita, a ciência se desenvolveu muito desde então, porém, o exemplo do Codificador permanece tão atual quanto o foi em sua época. Sigamos o seu exemplo trabalhando na pesquisa espírita com muita perseverança, paciência, observação, meditação, estudo e, só então, depois de muita análise e muita autocrítica, é que devemos levar a público os frutos de nossa pesquisa. Não é necessário pressa, mas sim que tenhamos cuidado naquilo que estivermos informando. Nada como um pequeno passo após o outro. As gerações futuras agradecerão nossos esforços de hoje. 
(Postamos a segunda parte deste artigo no texto "Física Quântica e Espiritismo II: Comentando Alguns Paradoxos", neste blog).


REFERÊNCIAS

[1] Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, FEB, 76a. Edição, (1995).
[2] A. F. da Fonseca, Revista Internacional de Espiritismo, março, p. 93 (2003).
[3] F. Capra, O Tao da Física I, Editora Cultrix LTDA, 15a. Edição, (1993).
[4] A. Kardec, Revista Espírita 8, p.257, (1861).
1 Na matéria da referência [2] o leitor encontrará, também, um comentário a respeito das críticas ao famoso livro “O Tao da Física” [3].

Artigo publicado no Jornal Alavanca - Setembro 2003 e no Boletim GEAE - Grupo de Estudos Avançados Espíritas - Ano 12 - Número 465

Disponível no endereço eletrônico: http://www.geae.inf.br/