O
objetivo do blog Espiritismo para iniciantes é fornecer um curso introdutório
ao estudo do Espiritismo, focado nas obras básicas, essenciais, da Doutrina
Espírita. Ou seja, os livros de Allan Kardec, principalmente as suas
cinco principais obras: O Livro dos Espíritos, O
Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O céu
e o inferno e A Gênese.
Procura também
demonstrar os estudos posteriores à Kardec, inclusive alguns atualíssimos,
principalmente aqueles realizados por pesquisadores não espíritas, concordantes
com os ensinos legados a nós pelos Espíritos Superiores, através dos trabalhos
de pesquisa e sistematização de Allan Kardec. Estes estudos vêm confirmando,
pouco a pouco, diversas nuances da Doutrina Espírita, e demonstram sua
seriedade e universalidade.
Como introdução,
sugerimos o texto “Por Que Ser Espírita?” (basta clicar em cima dos títulos dos textos para acesso direto a eles). Em seguida, os textos abaixo, na sequência em
que estão dispostos:
“Satanás e Seus Demônios Existem? – Parte2” Foram publicados outros textos no blog. Porém, julgamos que estes acima são os principais, e dentro deles existem links para os demais. Bons estudos!
Conforme já tratamos no texto“Os Espíritos Influenciam Nossas Vidas?”,neste blog, todos nós temos amediunidade intuitiva, ou seja, somos capazes de receber as sugestões
dos Espíritos desencarnados, que podemos facilmente confundir com nossos
próprios pensamentos. Quando as sugestões de um ou mais Espíritos são
persistentes e prejudiciais, este fenômeno é denominadoObsessão Espiritual.
Em
entrevista à Folha Espírita, à Presidente da Associação Médico Brasil
(AME-Brasil) e Associação Médico Espírita Internacional (AME-Internacional), Dra Marlene Nobre, o
Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, da AME – SP, psiquiatra e professor da Universidade
de São Paulo, nos esclarece:
Sérgio Felipe de Oliveira –A obsessão espiritual oficialmente é conhecida em
Medicina como possessão e estado de transe. O Código Internacional de Doenças –
CID 10, item F 44.3 – qualifica estado de transe e possessão como a perda
transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa
situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle. Os casos em que
a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não
são considerados doença. A alucinação é um sintoma que pode surgir tanto no
transtorno mental anímico, a partir de neuroses graves que marcam o
subconsciente, quanto na interferência de fatores externos. Esses fatores
externos podem ser químicos e orgânicos, como na ingestão de drogas ou nas
desordens orgânicas – febre muito alta, uremia, desordens cerebrais, etc. – ou
espirituais. A interferência de uma personalidade intrusa, a obsessão
espiritual, pode desajustar a percepção da realidade levando a alucinações. A
pessoa pode ter alucinações e ainda assim sustentar a crítica da razão – ela
sabe que está alucinando ou pode perder a crítica da razão julgando ser
verdadeira aquela falsa realidade. Um dia, um paciente mergulhou no rio Tietê
diante da alucinação de que estaria numa bela praia. Nesse caso, temos o
transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura. O
médico deve inicialmente fazer o diagnóstico da condição orgânica para depois
estabelecer diagnóstico diferencial entre o transtorno dissociativo por estado
de transe ou possessão, de um caso de transtorno dissociativo psicótico. O
manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de
Psiquiatria – DSM IV – alerta que o clínico deve tomar cuidado para
diagnosticar erradamente como alucinação ou psicose casos de pessoas de determinadas
comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas
porque isso pode não significar uma alucinação ou psicose. A distinção entre
alucinação, clarividência ou clariaudiência é uma situação bastante complexa.
O
Espiritismo nos ensina que, quando dois Espíritos possuem gostos, tendências, idéias e pensamentos
muito semelhantes, eles são chamados de Espíritos simpáticos. Possuem tal
afinidade, que a mesma pode ser chamada de amor verdadeiro. Aquele alma-a-alma,
duradouro, independente da atração física e da paixão, que são aspectos
passageiros do relacionamento entre um casal. A sintonia entre Espíritos
simpáticos pode ser manifestada, quando evoluem juntos, e enquanto encarnados, não só através de relacionamentos amorosos, mas também através de grandes amizades e entre familiares que se gostam muito, ao longo de inúmeras existências.
A belíssima cena final da novela Alma
Gêmea, exibida pela Rede Globo de televisão, mostra os relacionamentos
amorosos, e também de grande amizade, entre dois Espíritos simpáticos, ao longo
de várias encarnações. Vale muito a pena conferir.
Sobre
a música mencionada no título desta postagem, belíssima, da banda americana Dream
Theather, extraímos o texto abaixo, do blog Juventude Casa dos Humildes,
postada em 17/09/2009:
“A banda americana de metal progressivo Dream
Theather lançou em 1999 o seu quinto CD intitulado “Scenes From a Memory”.
"Considerado uma de suas
melhores obras pela crítica especializada, o álbum merece destaque não apenas
pela sonoridade bem trabalhada, como também, por ser um disco conceitual e que
aborda temas interessantes como: Terapias de Vidas Passadas, Reencarnação e Lei
de Causa e Efeito.”
“A história tem como
personagem principal Nicholas, que decide ir a um hipnoterapeuta para descobrir
a origem dos estranhos sonhos que a perseguem. Durante a sessão de hipnose, ele
vivencia uma regressão ao passado, mais precisamente ao ano de 1928, e descobre
que foi em outra encarnação uma jovem chamada Victoria, vítima de crime
passional.”
“A faixa 11 chama-se “The
Spirit Carries On” e conta uma letra belíssima e confortadora, passando a
mensagem de que a morte não é o fim.”
Abaixo, colocamos um vídeo da música, com a legenda de
sua linda letra:
Apesar dos fenômenos ao nível quântico revelarem uma realidade
muito diferente da que estamos habituados, carecemos ainda de maiores pesquisas
antes de afirmar que a Física Quântica está confirmando os princípios
espiritualistas.
A Física Quântica tem sido considerada, no meio espírita, como em
alguns grupos religiosos, como sendo aquela que vai confirmar a existência de
Deus e do espírito. Nesta matéria, temos um ponto de vista mais cuidadoso do
que é normalmente apresentado. De fato, os fenômenos ao nível quântico têm
feito os cientistas se sentirem incomodados e perplexos já que eles mostram que
na realidade os nossos cinco sentidos nos fazem crer numa verdade ilusória.
Porém, isso não significa que a Física Quântica esteja admitindo a existência
de “algo exterior” ou “além da matéria”, conforme proposto pelas doutrinas
espiritualistas. O movimento espírita deve, portanto, ser cuidadoso ao divulgar
idéias ligadas aos fenômenos espíritas e àquelas propostas pela Física.
Nesta matéria um importante alerta é feito: afirmativas como “o
perispírito causa a flutuação do vácuo quântico”, “a Física Quântica prova a
existência de Deus” e “o espaço-tempo negativo representa o mundo espiritual”.
Estas afirmativas carecem de credibilidade tanto científica como espírita,
porque não foram obtidas conforme critérios científicos e da Doutrina Espírita.
Não se sabe como essas conclusões foram obtidas e que passos teóricos e
experimentais foram seguidos para obtenção do resultado final. Para que uma
afirmativa seja considerada científica, não basta que ela envolva um assunto
científico e nem que o autor dessa afirmativa seja cientista. É preciso que
seja apresentada uma explicação mais detalhada e doutrinariamente embasada.
Apesar das nobres intenções de nossos irmãos que divulgam essas
idéias, elas podem trazer conseqüências negativas para o movimento espírita.
Para entendermos melhor o enfoque do problema, citamos Kardec (item VII da
Introdução de O Livro dos Espíritos [1]): “Na ausência de fatos, a dúvida é a
opinião do homem prudente”. Esta é a principal razão pela qual se deve tomar
cuidado na divulgação de idéias e teorias espíritas que utilizem conceitos das
outras ciências. Como os paradoxos da Física Quântica ainda não foram
resolvidos pelos cientistas, é prudente esperarmos pelo desenvolvimento das
pesquisas nesta área, de modo que possamos, como espíritas, nos posicionarmos
melhor perante elas. Pelo simples fato de que nem todos os resultados
experimentais da teoria quântica foram totalmente explicados, não autoriza ninguém
a afirmar, por exemplo, que Deus ou o espírito é que estão por trás desses
fenômenos. Esta atitude é equivocada, não-científica e, o que é pior, expõe o
Espiritismo a críticas desnecessárias, afastando as pessoas que trabalham no
meio científico e que conhecem bem o assunto.
Novas descobertas causam enormes revisões nos modelos teóricos
existentes, demonstrando a fragilidade e o caráter efêmero das recentes teorias
da Física. Recentemente tivemos a oportunidade de comentar a respeito desta
fragilidade na Física, devido a uma importante descoberta na Física de
partículas, e comparar com a solidez da Doutrina Espírita que passou incólume
perante todos os descobrimentos do século XX [2]. Esta solidez se dá justamente
porque o Espiritismo é uma doutrina baseada em fatos experimentais [2]1.
Comumente critica-se a comunidade científica por não se interessar
pelas questões espiritualistas, no entanto, essa postura é bastante prudente.
Imaginem se a Ciência desse crédito a toda teoria espiritualista que diz basear-se
na Física Quântica [3] para provar a existência de Deus, do espírito ou
qualquer outro princípio. Uma pesquisa rápida na internet mostra que existem
grupos e seitas religiosas que se utilizam da Física Quântica para darem
respaldo aos mais variados assuntos. É importante saber que a comunidade
científica prefere rejeitar tais idéias do que se arriscar com uma que seja
completamente equivocada. Não foi isso que Kardec nos orientou com relação a
novas questões? O espírito de Erasto nos orienta: “mais vale repelir dez
verdades que admitir uma só mentira, uma só teoria falsa” [4].
Por outro lado, esta afirmação não impede ao leitor de estudar e
pesquisar seriamente tais fenômenos. Propostas teóricas serão sempre bem
vindas. Porém, é preciso que o pesquisador entenda perfeitamente tanto as
informações científicas quanto a Doutrina Espírita. É necessário que cada
proposta teórica seja consistente tanto com os fenômenos materiais, quanto com
os doutrinários aos quais se referem. Um ponto importantíssimo é que qualquer
idéia ou sugestão não comprovadas cientificamente deve ser divulgada e
declarada como tal e não como uma certeza científica. Isto é importante, pois
orienta os futuros leitores quanto ao atual status da pesquisa em determinados
assuntos.
Na próxima matéria pretendemos explicar porque alguns fenômenos ao
nível quântico geram uma idéia de que algo de origem divina esteja por trás
deles. Comentaremos alguns pontos positivos e negativos a respeito da recente
proposta espiritualista feita pelo físico Prof. Dr. Amit Goswami para
solucionar os paradoxos da Física Quântica.
Lembremos ainda o ceticismo de Allan Kardec com relação às mesas
girantes antes de conhecer melhor as causas do fenômeno. Achava ele que se
tratava de um frívolo divertimento sem objetivo muito sério. Mas após constatar
o fenômeno, buscou interpretá-lo à luz dos conhecimentos científicos da época.
E, percebendo que os fatos tinham origem inteligente, Kardec iniciou um longo e
paciente trabalho de pesquisa onde, somente após muita observação, estudo e
questionamento, publicou sua primeira obra, O Livro dos Espíritos. Caros irmãos
de ideal espírita, a ciência se desenvolveu muito desde então, porém, o exemplo
do Codificador permanece tão atual quanto o foi em sua época. Sigamos o seu
exemplo trabalhando na pesquisa espírita com muita perseverança, paciência,
observação, meditação, estudo e, só então, depois de muita análise e muita
autocrítica, é que devemos levar a público os frutos de nossa pesquisa. Não é
necessário pressa, mas sim que tenhamos cuidado naquilo que estivermos
informando. Nada como um pequeno passo após o outro. As gerações futuras
agradecerão nossos esforços de hoje. (Postamos a segunda parte deste artigo no texto "Física Quântica e Espiritismo II: Comentando Alguns Paradoxos", neste blog).
REFERÊNCIAS
[1] Allan Kardec, O Livro
dos Espíritos, FEB, 76a. Edição, (1995). [2] A. F. da Fonseca,
Revista Internacional de Espiritismo, março, p. 93 (2003). [3] F. Capra, O Tao da
Física I, Editora Cultrix LTDA, 15a. Edição, (1993). [4] A. Kardec, Revista
Espírita 8, p.257, (1861).
1 Na matéria da referência [2] o leitor encontrará, também, um
comentário a respeito das críticas ao famoso livro “O Tao da Física” [3].
Artigo publicado no Jornal Alavanca - Setembro
2003 e no Boletim GEAE - Grupo de Estudos Avançados
Espíritas - Ano 12 - Número 465
Disponível no endereço eletrônico: http://www.geae.inf.br/
Na obra“O Livro dos
Espíritos”, na pergunta Nº 344, temos: “Em que
momento a alma se une ao corpo?”
Resposta: “A união
começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o
instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se
liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante
em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela
se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”
Napergunta
Nº 357, temos: “Que conseqüências tem para o Espírito o aborto?”
Resposta: “É
uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”
Na pergunta
Nº 358, temos: “Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer
período da gestação?”
Resposta: “Há
crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja,
cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento,
por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de
instrumento o corpo que se estava formando.”
E, na pergunta
Nº 359: “Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a
vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a
segunda?
Resposta: “Preferível é se
sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”
Conforme vimos acima, o Espírito se liga ao
corpo físico desde a concepção, ou seja, a partir do momento em que o
espermatozóide se une ao óvulo. Nesse momento, já existe um ser humano em vias
de formação. Um ser individual, pois já não pode mais ser confundido com o
organismo de sua mãe, cujo papel, a partir daí, é de dar suporte à sua
existência física.
Interromper essa
vida significa tirar uma oportunidade, do Espírito reencarnante, de se submeter
às experiências na matéria necessárias à sua evolução espiritual. Um assassinato praticado covardemente, pois a vítima não pode se defender.
Transcrevemos
abaixo, um artigo do blog de Reinaldo Azevedo, do site
da Revista Veja, onde ele expõe sua opinião, de forma
bastante sensata, sobre a notícia que consta no título deste texto.Vejamos:
A cultura da morte avança. Leio
na Folha o seguinte título: “Médicos
defendem aborto até 12ª semana de gestação”. Indaguei cá comigo o óbvio: “Quais
médicos?”. Segundo informa Johanna Nublat, “o entendimento foi aprovado pela
maioria dos conselheiros federais de medicina e dos presidentes dos 27 CRMs
(Conselhos Regionais de Medicina) reunidos em Belém (PA) no início do
mês”. O texto não informa de quanto é essa “maioria” dos conselheiros
federais nem quais são os conselhos regionais que a endossam. Ficamos sabendo
que um terço dos CRMs não concordou — entre eles, o de Minas. Se
conseguir detalhes, informo aqui. Vamos lá.
Entre os defensores da legalização do aborto
até a 12ª semana está o próprio presidente do Conselho Federal de Medicina,
Roberto D’Ávila. “Defendemos o caminho da autonomia da mulher. Precisávamos
dizer ao Senado a nossa posição.” Uma boa forma de esconder o fato de que o
aborto implica a morte do feto é falar em “autonomia da mulher” — afinal, quem
pode ser contra essa autonomia? Doutor D’Ávila é médico. Salvar vidas é a
essência do compromisso ético de sua profissão. Das duas uma: ou ele não
concorda com isso, ou acha que um feto não vive. Não há uma terceira hipótese.
“Precisávamos dizer isso ao Senado”,
afirma ele. Ao Senado? Ele está se referindo àquele projeto aloprado de reforma
do Código Penal, elaborado por uma comissão formada pelo senador José Sarney
(PMDB-PA), que tramita na Casa. É aquele texto que considera mais grave
abandonar um cachorro do que abandonar uma criança. É aquele texto que, ao
definir uma quantidade que caracterizaria tráfico de drogas, acaba, na prática,
por legaliza-lo. É aquele texto que banaliza a eutanásia (parece que doutor
D’Ávila nada tem a dizer a respeito). É aquele texto que reconhece como
legítimas ações terroristas praticadas por movimentos sociais. É aquele texto
que quer mandar para a cadeia quem desfaz um ninho de passarinho, mas deixa sem
punição quem mata fetos humanos. Donde se conclui que, para seus formuladores —
e, desconfio, também para o doutor D’Ávila —, existe uma hierarquia entre o ovo
do pardal e o ovo de gente…
Dr. D’Ávila perfila-se, assim, com um
texto eticamente asqueroso. Mas, como ele confessa, “precisávamos (eles) dizer
isso ao Senado”. Ok, doutor, está dito! O senhor também acha que ovo de pardal
é superior a ovo de gente. Está plenamente compreendido. Só não queira escapar
imune à lógica, doutor. Não tentarei lhe prova que o feto é vida porque essa
aula quem deveria me dar é Vossa Senhoria. O senhor prefere, no entanto,
ignorar essa evidência em nome da, como é mesmo?, “autonomia da mulher”. Então
o senhor não seja intelectualmente covarde e defenda o aborto na sua plenitude.
Se é a autonomia da mulher que conta,
até que o feto não seja expulso do ventre materno ou de lá não seja retirado
por uma cesariana, quem tem o comando é a mãe. Por que, então, essa história de
“12 semanas”? Seja corajoso, doutor; faça como aqueles dois acadêmicos
italianos que defenderam o assassinato também de recém-nascidos. Afinal, também
o feto que acaba de sair do útero é um nada, certo? Ousados, eles escreverem um
artigo intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?’ –
literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”. O texto
asqueroso foi publicado no “Journal of Medical Ethics”.Escrevi um post a respeito no dia 2 de
março do ano passado. O casal é potencialmente homicida, mas lhe assiste certa
razão prática: os motivos evocados para justificar o aborto não são muito
distintas dos evocados por eles para justificar o assassinato de
recém-nascidos. Doutor D’ Ávila deve saber que, assim como não existe meia
gravidez, também não existe meia vida humana, não é mesmo? Se o feto não é
coisa, então é vida. Dia desses tentaram me convencer que, até o limite de 12
semanas, o feto não sente dor. Uma galinha sente dor quando abatida, suponho, e
não defendo a criminalização da morte de galinhas. Não é a existência da dor
que define uma vida humana.
Na Folha, Claúdia Collucci
escreve um artigo apoiando o CFM — há um outro
crítico. Afirma ela: “A decisão do CFM (Conselho Federal de Medicina) de
apoiar a proposta de descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação é
corajosa, mas tende a enfrentar resistência no próprio quintal–entre os
médicos.” Ai,
ai… “Corajosa” por quê? Corajosa contra quem? O que há de corajoso em
interromper a vida? Não sei. A propósito: defender a posição contrária também
entra na categoria da coragem ou aí já seria covardia?
Segundo a autora, nos países em que há
descriminação do aborto, há menos ocorrências do que naqueles em que ele é
proibido. Reproduzo trecho:
“A favor dos que defendem a descriminalização, estão pesquisas recentes
mostrando que as mais altas taxas de aborto estão justamente em regiões com
leis restritivas.
Um
estudo publicado na revista médica “The Lancet” no ano passado analisou dados
de 1995 a 2008 e revelou que na América Latina, onde a maioria dos países
criminaliza a interrupção da gravidez, estão concentradas os maiores números.
Em 2008, uma média de 32 entre 1.000 mulheres latino-americanas (entre 15 e 44
anos) abortaram. No mesmo ano, a taxa na África foi de 29. Na Europa Ocidental,
onde a lei é mais permissiva, o número é de 12 a cada 1.000.”
Esse tipo de raciocínio é fabuloso!
Ainda que esses números sejam verdadeiros, apontem uma só razão, uma só
implicação racional e lógica, para que se façam menos abortos em países onde a
prática é descriminada. Muito provavelmente, há menos ocorrências na Europa
ocidental porque há mais educação, mais saúde, mais renda… Para que a hipótese
fosse ao menos examinada, seria preciso comparar países em igual estágio de
desenvolvimento e com condições sociais semelhantes, mas com legislações
distintas. E, ainda assim, seria preciso ver a coisa com cuidado porque há
fatores de outra natureza, como os culturais e religiosos.
É uma sandice, uma estupidez — e se
costuma fazer o mesmo raciocínio falacioso em relação à descriminação das
drogas — sugerir que uma legislação que facilita determinada prática concorre
para a sua diminuição. Sei que o argumento enfurece muita gente, mas não há
como evitá-lo: leis que descriminassem a pedofilia e o estupro poderiam ter o
efeito positivo de provocar a diminuição de ocorrências, ou esse raciocínio
especioso só vale para o aborto e as drogas ilegais? “Ah, são coisas
diferentes.” Claro que são! Eu estou é me ocupando do princípio que sustenta a
tese.
O texto volta à ladainha de que há, por
ano, um milhão de abortos provocados no Brasil. Bem, isso é chute militante. Se
alguém me disser de onde sai esse número, qual é a fonte, aí começo a examinar
a questão. Hospitais públicos e privados não dispõem de um formulário, ficha ou
algo assim que informe: “curetagem decorrente de aborto provocado”. Essa é mais
uma das mentiras que se espalham por aí, como aquela, que circulava até outro
dia, que sustentava que 200 mil mulheres morriam por ano vítimas de abortos
clandestinos.
Segundo uma pesquisa do Instituto do
Coração, da USP, entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de
aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros.
Observem: 3,1 milhões de procedimentos em 13 anos. E é impossível saber o que é
aborto provocado e o que é aborto espontâneo. Aquele milhão é número mágico,
militante, sem base na realidade.
Os defensores do aborto têm de deixar
de ser covardes e defender o seu ponto de vista sem ficar apelando para falsas
questões. Este blog aguarda, e publicará com destaque, um texto demonstrando
por que a legalização ou descriminação de determinada prática implicaria a
diminuição de sua incidência."
Por Reinaldo Azevedo
O Dr. Bernard
Nathanson foi um dos maiores abortistas dos Estados Unidos. Declarava-se pessoalmente responsável por mais de 75.000 abortos. Com suas
próprias mãos, fez mais de 5.000 deles. Contudo, tornou-se
um ativista pró-vida após ter suas convicções pró-aborto contraditadas com o
surgimento do ultrassom, convencendo-se que, a cada aborto, é assassinado um ser
humano.
Relativamente ao Dr Nathanson,
extraímos o trecho abaixo, de um texto publicado no site católicowww.acidigital.com.br:
“[...] "Abortei os filhos não nascidos dos
meus amigos, colegas, conhecidos e inclusive professores. Cheguei ainda a
abortar meu próprio filho", chorou amargamente o médico, que explicou que
por volta da metade da década de 60 engravidou a uma mulher que gostava muito
dele (...) Ela queria seguir adiante com a gravidez mas ele se negou. Já que eu
era um dos especialistas no tema, eu mesmo realizaria o aborto, expliquei. E
assim procedi.", precisou.
Entretanto a partir deste acontecimento as coisas
começaram a mudar. Deixou a clínica abortista e possou a ser chefe de
obstetricia do Hospital St. Luke's. A nova tecnologia, o ultrassom, começava a
aparecer no ambiente médico. No dia em que Nathanson pôde observar o coração do
feto nos monitores eletrônicos, começou a perguntar-se "quê estamos
fazendo verdadeiramente na clínica".
Decidiu reconhecer o seu erro. Na revista médica
The New England Journal of Medicine, escreveu um artigo sobre sua experiência
com os ultrasonografias, recohecendo que no feto existia vida humana. Incluia
declarações como a seguinte: "o aborto deve ser visto como a interrupção
de um processo que de outro modo teria produzido um cidadão no mundo. Negar
esta realidade é o tipo mais grosseiro de evasão moral".
Aquele artigo provocou uma forte reação. Nathanson
e sua família receberam inclusive ameaças de morte, porém a evidência de que
não podia continuar praticando abortos se impôs. Tinha chegado à conclusão que
não havia nenhuma razão para abortar: o aborto é um crime.
Pouco tempo depois, uma nova experiência com as
ultrasonografias serviu de material para um documentario que encheu de
admiração e horror ao mundo. Era titulado "O grito silencioso", e
sucedeu em 1984 quando Nathanson pediu a um amigo seu - que praticava entre 15
a 20 abortos por dia- que colocasse um aparelho de ultrasom sobre a mãe,
gravando a intervenção.
"Assim o fez -explica Nathanson- e, quando viu
a gravação comigo, ficou tão afetado que nunca mais voltou a realizar um
aborto. As gravações eram assombrosas, por mais que não eram de boa qualidade.
Selecionei a melhor e comecei a projetá-la nos meus encontros pró-vida por todo
o país".”
Abaixo colocamos o vídeo com o documentário “O
grito silencioso”. Fundamental para
aqueles que ainda se posicionam favoráveis a essa covarde prática: