quinta-feira, 23 de maio de 2013

ROTEIRO DE ESTUDO DO BLOG ESPIRITISMO PARA INICIANTES


Fábio José Lourenço Bezerra

            O objetivo do blog Espiritismo para iniciantes é fornecer um curso introdutório ao estudo do Espiritismo, focado nas obras básicas, essenciais, da Doutrina Espírita. Ou seja, os livros de Allan Kardec, principalmente as suas cinco principais obras: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O céu e o inferno e A Gênese.
Procura também demonstrar os estudos posteriores à Kardec, inclusive alguns atualíssimos, principalmente aqueles realizados por pesquisadores não espíritas, concordantes com os ensinos legados a nós pelos Espíritos Superiores, através dos trabalhos de pesquisa e sistematização de Allan Kardec. Estes estudos vêm confirmando, pouco a pouco, diversas nuances da Doutrina Espírita, e demonstram sua seriedade e universalidade.
Como introdução, sugerimos o texto “Por Que Ser Espírita?” (basta clicar em cima dos títulos dos textos para acesso direto a eles). Em seguida, os textos abaixo, na sequência em que estão dispostos:








          “O Mundo Espiritual”,





         "Milagres Existem?"




       “Os Espíritos se Comunicam Através de Equipamentos Eletrônicos ? Parte 1 e Parte 2, 
















     “Satanás e Seus Demônios Existem? – Parte2” 

     Foram publicados outros textos no blog. Porém, julgamos que estes acima são os principais, e dentro deles existem links para os demais. Bons estudos!

domingo, 12 de maio de 2013

MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL



Fábio José Lourenço Bezerra

Conforme já tratamos no texto “Os Espíritos Influenciam Nossas Vidas?”, neste blog, todos nós temos a mediunidade intuitiva, ou seja, somos capazes de receber as sugestões dos Espíritos desencarnados, que podemos facilmente confundir com nossos próprios pensamentos. Quando as sugestões de um ou mais Espíritos são persistentes e prejudiciais, este fenômeno é denominado Obsessão Espiritual.
Em entrevista à Folha Espírita, à Presidente da Associação Médico Brasil (AME-Brasil) e Associação Médico Espírita Internacional (AME-Internacional), Dra Marlene Nobre, o Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, da AME – SP, psiquiatra e professor da Universidade de São Paulo, nos esclarece:
  
Sérgio Felipe de Oliveira – A obsessão espiritual oficialmente é conhecida em Medicina como possessão e estado de transe. O Código Internacional de Doenças – CID 10, item F 44.3 – qualifica estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle. Os casos em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. A alucinação é um sintoma que pode surgir tanto no transtorno mental anímico, a partir de neuroses graves que marcam o subconsciente, quanto na interferência de fatores externos. Esses fatores externos podem ser químicos e orgânicos, como na ingestão de drogas ou nas desordens orgânicas – febre muito alta, uremia, desordens cerebrais, etc. – ou espirituais. A interferência de uma personalidade intrusa, a obsessão espiritual, pode desajustar a percepção da realidade levando a alucinações. A pessoa pode ter alucinações e ainda assim sustentar a crítica da razão – ela sabe que está alucinando ou pode perder a crítica da razão julgando ser verdadeira aquela falsa realidade. Um dia, um paciente mergulhou no rio Tietê diante da alucinação de que estaria numa bela praia. Nesse caso, temos o transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura. O médico deve inicialmente fazer o diagnóstico da condição orgânica para depois estabelecer diagnóstico diferencial entre o transtorno dissociativo por estado de transe ou possessão, de um caso de transtorno dissociativo psicótico. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM IV – alerta que o clínico deve tomar cuidado para diagnosticar erradamente como alucinação ou psicose casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas porque isso pode não significar uma alucinação ou psicose. A distinção entre alucinação, clarividência ou clariaudiência é uma situação bastante complexa.


ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

http://www.amebrasil.org.br/html/duv_nem.htm

sábado, 11 de maio de 2013

MÚLTIPLAS ENCARNAÇÕES DE DOIS ESPÍRITOS SIMPÁTICOS – CENA FINAL DA NOVELA ALMA GÊMEA


Fábio José Lourenço Bezerra

            O Espiritismo nos ensina que, quando dois Espíritos possuem gostos, tendências, idéias e pensamentos muito semelhantes, eles são chamados de Espíritos simpáticos. Possuem tal afinidade, que a mesma pode ser chamada de amor verdadeiro. Aquele alma-a-alma, duradouro, independente da atração física e da paixão, que são aspectos passageiros do relacionamento entre um casal. A sintonia entre Espíritos simpáticos pode ser manifestada, quando evoluem juntos, e enquanto encarnados, não só através de relacionamentos amorosos, mas também através de grandes amizades e entre familiares que se gostam muito, ao longo de inúmeras existências. 

            A belíssima cena final da novela Alma Gêmea, exibida pela Rede Globo de televisão, mostra os relacionamentos amorosos, e também de grande amizade, entre dois Espíritos simpáticos, ao longo de várias encarnações. Vale muito a pena conferir.



ENDEREÇO ELETRÔNICO:




domingo, 5 de maio de 2013

A MÚSICA THE SPIRIT CARRIES ON (O ESPÍRITO CONTINUA)



Fábio José Lourenço Bezerra

Sobre a música mencionada no título desta postagem, belíssima, da banda americana Dream Theather, extraímos o texto abaixo, do blog Juventude Casa dos Humildes, postada em 17/09/2009:

“A banda americana de metal progressivo Dream Theather lançou em 1999 o seu quinto CD intitulado “Scenes From  a Memory”.
"Considerado uma de suas melhores obras pela crítica especializada, o álbum merece destaque não apenas pela sonoridade bem trabalhada, como também, por ser um disco conceitual e que aborda temas interessantes como: Terapias de Vidas Passadas, Reencarnação e Lei de Causa e Efeito.”
“A história tem como personagem principal Nicholas, que decide ir a um hipnoterapeuta para descobrir a origem dos estranhos sonhos que a perseguem. Durante a sessão de hipnose, ele vivencia uma regressão ao passado, mais precisamente ao ano de 1928, e descobre que foi em outra encarnação uma jovem chamada Victoria, vítima de crime passional.”
“A faixa 11 chama-se “The Spirit Carries On” e conta uma letra belíssima e confortadora, passando a mensagem de que a morte não é o fim.”
            
           Abaixo, colocamos um vídeo da música, com a legenda de sua linda letra:



ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:

http://juventudeaech.blogspot.com.br/2009_09_13_archive.html

quinta-feira, 4 de abril de 2013

FÍSICA QUÂNTICA: UM ALERTA!



Alexandre Fonseca
Apesar dos fenômenos ao nível quântico revelarem uma realidade muito diferente da que estamos habituados, carecemos ainda de maiores pesquisas antes de afirmar que a Física Quântica está confirmando os princípios espiritualistas.
A Física Quântica tem sido considerada, no meio espírita, como em alguns grupos religiosos, como sendo aquela que vai confirmar a existência de Deus e do espírito. Nesta matéria, temos um ponto de vista mais cuidadoso do que é normalmente apresentado. De fato, os fenômenos ao nível quântico têm feito os cientistas se sentirem incomodados e perplexos já que eles mostram que na realidade os nossos cinco sentidos nos fazem crer numa verdade ilusória. Porém, isso não significa que a Física Quântica esteja admitindo a existência de “algo exterior” ou “além da matéria”, conforme proposto pelas doutrinas espiritualistas. O movimento espírita deve, portanto, ser cuidadoso ao divulgar idéias ligadas aos fenômenos espíritas e àquelas propostas pela Física.
Nesta matéria um importante alerta é feito: afirmativas como “o perispírito causa a flutuação do vácuo quântico”, “a Física Quântica prova a existência de Deus” e “o espaço-tempo negativo representa o mundo espiritual”. Estas afirmativas carecem de credibilidade tanto científica como espírita, porque não foram obtidas conforme critérios científicos e da Doutrina Espírita. Não se sabe como essas conclusões foram obtidas e que passos teóricos e experimentais foram seguidos para obtenção do resultado final. Para que uma afirmativa seja considerada científica, não basta que ela envolva um assunto científico e nem que o autor dessa afirmativa seja cientista. É preciso que seja apresentada uma explicação mais detalhada e doutrinariamente embasada.
Apesar das nobres intenções de nossos irmãos que divulgam essas idéias, elas podem trazer conseqüências negativas para o movimento espírita. Para entendermos melhor o enfoque do problema, citamos Kardec (item VII da Introdução de O Livro dos Espíritos [1]): “Na ausência de fatos, a dúvida é a opinião do homem prudente”. Esta é a principal razão pela qual se deve tomar cuidado na divulgação de idéias e teorias espíritas que utilizem conceitos das outras ciências. Como os paradoxos da Física Quântica ainda não foram resolvidos pelos cientistas, é prudente esperarmos pelo desenvolvimento das pesquisas nesta área, de modo que possamos, como espíritas, nos posicionarmos melhor perante elas. Pelo simples fato de que nem todos os resultados experimentais da teoria quântica foram totalmente explicados, não autoriza ninguém a afirmar, por exemplo, que Deus ou o espírito é que estão por trás desses fenômenos. Esta atitude é equivocada, não-científica e, o que é pior, expõe o Espiritismo a críticas desnecessárias, afastando as pessoas que trabalham no meio científico e que conhecem bem o assunto.
Novas descobertas causam enormes revisões nos modelos teóricos existentes, demonstrando a fragilidade e o caráter efêmero das recentes teorias da Física. Recentemente tivemos a oportunidade de comentar a respeito desta fragilidade na Física, devido a uma importante descoberta na Física de partículas, e comparar com a solidez da Doutrina Espírita que passou incólume perante todos os descobrimentos do século XX [2]. Esta solidez se dá justamente porque o Espiritismo é uma doutrina baseada em fatos experimentais [2]1.
Comumente critica-se a comunidade científica por não se interessar pelas questões espiritualistas, no entanto, essa postura é bastante prudente. Imaginem se a Ciência desse crédito a toda teoria espiritualista que diz basear-se na Física Quântica [3] para provar a existência de Deus, do espírito ou qualquer outro princípio. Uma pesquisa rápida na internet mostra que existem grupos e seitas religiosas que se utilizam da Física Quântica para darem respaldo aos mais variados assuntos. É importante saber que a comunidade científica prefere rejeitar tais idéias do que se arriscar com uma que seja completamente equivocada. Não foi isso que Kardec nos orientou com relação a novas questões? O espírito de Erasto nos orienta: “mais vale repelir dez verdades que admitir uma só mentira, uma só teoria falsa” [4].
Por outro lado, esta afirmação não impede ao leitor de estudar e pesquisar seriamente tais fenômenos. Propostas teóricas serão sempre bem vindas. Porém, é preciso que o pesquisador entenda perfeitamente tanto as informações científicas quanto a Doutrina Espírita. É necessário que cada proposta teórica seja consistente tanto com os fenômenos materiais, quanto com os doutrinários aos quais se referem. Um ponto importantíssimo é que qualquer idéia ou sugestão não comprovadas cientificamente deve ser divulgada e declarada como tal e não como uma certeza científica. Isto é importante, pois orienta os futuros leitores quanto ao atual status da pesquisa em determinados assuntos.
Na próxima matéria pretendemos explicar porque alguns fenômenos ao nível quântico geram uma idéia de que algo de origem divina esteja por trás deles. Comentaremos alguns pontos positivos e negativos a respeito da recente proposta espiritualista feita pelo físico Prof. Dr. Amit Goswami para solucionar os paradoxos da Física Quântica.
Lembremos ainda o ceticismo de Allan Kardec com relação às mesas girantes antes de conhecer melhor as causas do fenômeno. Achava ele que se tratava de um frívolo divertimento sem objetivo muito sério. Mas após constatar o fenômeno, buscou interpretá-lo à luz dos conhecimentos científicos da época. E, percebendo que os fatos tinham origem inteligente, Kardec iniciou um longo e paciente trabalho de pesquisa onde, somente após muita observação, estudo e questionamento, publicou sua primeira obra, O Livro dos Espíritos. Caros irmãos de ideal espírita, a ciência se desenvolveu muito desde então, porém, o exemplo do Codificador permanece tão atual quanto o foi em sua época. Sigamos o seu exemplo trabalhando na pesquisa espírita com muita perseverança, paciência, observação, meditação, estudo e, só então, depois de muita análise e muita autocrítica, é que devemos levar a público os frutos de nossa pesquisa. Não é necessário pressa, mas sim que tenhamos cuidado naquilo que estivermos informando. Nada como um pequeno passo após o outro. As gerações futuras agradecerão nossos esforços de hoje. 
(Postamos a segunda parte deste artigo no texto "Física Quântica e Espiritismo II: Comentando Alguns Paradoxos", neste blog).


REFERÊNCIAS

[1] Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, FEB, 76a. Edição, (1995).
[2] A. F. da Fonseca, Revista Internacional de Espiritismo, março, p. 93 (2003).
[3] F. Capra, O Tao da Física I, Editora Cultrix LTDA, 15a. Edição, (1993).
[4] A. Kardec, Revista Espírita 8, p.257, (1861).
1 Na matéria da referência [2] o leitor encontrará, também, um comentário a respeito das críticas ao famoso livro “O Tao da Física” [3].

Artigo publicado no Jornal Alavanca - Setembro 2003 e no Boletim GEAE - Grupo de Estudos Avançados Espíritas - Ano 12 - Número 465

Disponível no endereço eletrônico: http://www.geae.inf.br/

sábado, 30 de março de 2013

MAIORIA DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA DEFENDE O ABORTO DE FETO DE ATÉ 3 MESES


Fábio José Lourenço Bezerra
           
           Na obra “O Livro dos Espíritos”, na pergunta Nº 344, temos: “Em que momento a alma se une ao corpo?”
Resposta: “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”

Na pergunta Nº 357, temos: “Que conseqüências tem para o Espírito o aborto?”
            Resposta: “É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”

Na pergunta Nº 358, temos: “Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?”
            Resposta: “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”

E, na pergunta Nº 359: “Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
Resposta: “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”


          Conforme vimos acima, o Espírito se liga ao corpo físico desde a concepção, ou seja, a partir do momento em que o espermatozóide se une ao óvulo. Nesse momento, já existe um ser humano em vias de formação. Um ser individual, pois já não pode mais ser confundido com o organismo de sua mãe, cujo papel, a partir daí, é de dar suporte à sua existência física.
Interromper essa vida significa tirar uma oportunidade, do Espírito reencarnante, de se submeter às experiências na matéria necessárias à sua evolução espiritual. Um assassinato praticado covardemente, pois  a vítima não pode se defender.

Transcrevemos abaixo, um artigo do blog de Reinaldo Azevedo, do site da Revista Veja, onde ele expõe sua opinião, de forma bastante sensata, sobre a notícia que consta no título deste texto.Vejamos:

21/03/2013
 às 6:30

A cultura da morte avança. Leio na Folha o seguinte título: “Médicos defendem aborto até 12ª semana de gestação”. Indaguei cá comigo o óbvio: “Quais médicos?”. Segundo informa Johanna Nublat, “o entendimento foi aprovado pela maioria dos conselheiros federais de medicina e dos presidentes dos 27 CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) reunidos em Belém (PA) no início do mês”.  O texto não informa de quanto é essa “maioria” dos conselheiros federais nem quais são os conselhos regionais que a endossam. Ficamos sabendo que um terço dos CRMs não concordou —  entre eles, o de Minas. Se conseguir detalhes, informo aqui.  Vamos lá.
Entre os defensores da legalização do aborto até a 12ª semana está o próprio presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila. “Defendemos o caminho da autonomia da mulher. Precisávamos dizer ao Senado a nossa posição.” Uma boa forma de esconder o fato de que o aborto implica a morte do feto é falar em “autonomia da mulher” — afinal, quem pode ser contra essa autonomia? Doutor D’Ávila é médico. Salvar vidas é a essência do compromisso ético de sua profissão. Das duas uma: ou ele não concorda com isso, ou acha que um feto não vive. Não há uma terceira hipótese.
“Precisávamos dizer isso ao Senado”, afirma ele. Ao Senado? Ele está se referindo àquele projeto aloprado de reforma do Código Penal, elaborado por uma comissão formada pelo senador José Sarney (PMDB-PA), que tramita na Casa. É aquele texto que considera mais grave abandonar um cachorro do que abandonar uma criança. É aquele texto que, ao definir uma quantidade que caracterizaria tráfico de drogas, acaba, na prática, por legaliza-lo. É aquele texto que banaliza a eutanásia (parece que doutor D’Ávila nada tem a dizer a respeito). É aquele texto que reconhece como legítimas ações terroristas praticadas por movimentos sociais. É aquele texto que quer mandar para a cadeia quem desfaz um ninho de passarinho, mas deixa sem punição quem mata fetos humanos. Donde se conclui que, para seus formuladores — e, desconfio, também para o doutor D’Ávila —, existe uma hierarquia entre o ovo do pardal e o ovo de gente…
Dr. D’Ávila perfila-se, assim, com um texto eticamente asqueroso. Mas, como ele confessa, “precisávamos (eles) dizer isso ao Senado”. Ok, doutor, está dito! O senhor também acha que ovo de pardal é superior a ovo de gente. Está plenamente compreendido. Só não queira escapar imune à lógica, doutor. Não tentarei lhe prova que o feto é vida porque essa aula quem deveria me dar é Vossa Senhoria. O senhor prefere, no entanto, ignorar essa evidência em nome da, como é mesmo?, “autonomia da mulher”. Então o senhor não seja intelectualmente covarde e defenda o aborto na sua plenitude.
Se é a autonomia da mulher que conta, até que o feto não seja expulso do ventre materno ou de lá não seja retirado por uma cesariana, quem tem o comando é a mãe. Por que, então, essa história de “12 semanas”?  Seja corajoso, doutor; faça como aqueles dois acadêmicos italianos que defenderam o assassinato também de recém-nascidos. Afinal, também o feto que acaba de sair do útero é um nada, certo? Ousados, eles escreverem um artigo intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?’ – literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”. O texto asqueroso foi publicado no “Journal of Medical Ethics”.Escrevi um post a respeito no dia 2 de março do ano passado. O casal é potencialmente homicida, mas lhe assiste certa razão prática: os motivos evocados para justificar o aborto não são muito distintas dos evocados por eles para justificar o assassinato de recém-nascidos. Doutor D’ Ávila deve saber que, assim como não existe meia gravidez, também não existe meia vida humana, não é mesmo? Se o feto não é coisa, então é vida. Dia desses tentaram me convencer que, até o limite de 12 semanas, o feto não sente dor. Uma galinha sente dor quando abatida, suponho, e não defendo a criminalização da morte de galinhas. Não é a existência da dor que define uma vida humana. 
Na Folha, Claúdia Collucci escreve um artigo apoiando o CFM — há um outro crítico. Afirma ela: “A decisão do CFM (Conselho Federal de Medicina) de apoiar a proposta de descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação é corajosa, mas tende a enfrentar resistência no próprio quintal–entre os médicos.” Ai, ai… “Corajosa” por quê? Corajosa contra quem? O que há de corajoso em interromper a vida? Não sei. A propósito: defender a posição contrária também entra na categoria da coragem ou aí já seria covardia? 
Segundo a autora, nos países em que há descriminação do aborto, há menos ocorrências do que naqueles em que ele é proibido. Reproduzo trecho:

“A favor dos que defendem a descriminalização, estão pesquisas recentes mostrando que as mais altas taxas de aborto estão justamente em regiões com leis restritivas.
Um estudo publicado na revista médica “The Lancet” no ano passado analisou dados de 1995 a 2008 e revelou que na América Latina, onde a maioria dos países criminaliza a interrupção da gravidez, estão concentradas os maiores números.
Em 2008, uma média de 32 entre 1.000 mulheres latino-americanas (entre 15 e 44 anos) abortaram. No mesmo ano, a taxa na África foi de 29. Na Europa Ocidental, onde a lei é mais permissiva, o número é de 12 a cada 1.000.”

Esse tipo de raciocínio é fabuloso! Ainda que esses números sejam verdadeiros, apontem uma só razão, uma só implicação racional e lógica, para que se façam menos abortos em países onde a prática é descriminada. Muito provavelmente, há menos ocorrências na Europa ocidental porque há mais educação, mais saúde, mais renda… Para que a hipótese fosse ao menos examinada, seria preciso comparar países em igual estágio de desenvolvimento e com condições sociais semelhantes, mas com legislações distintas. E, ainda assim, seria preciso ver a coisa com cuidado porque há fatores de outra natureza, como os culturais e religiosos.
É uma sandice, uma estupidez — e se costuma fazer o mesmo raciocínio falacioso em relação à descriminação das drogas — sugerir que uma legislação que facilita determinada prática concorre para a sua diminuição. Sei que o argumento enfurece muita gente, mas não há como evitá-lo: leis que descriminassem a pedofilia e o estupro poderiam ter o efeito positivo de provocar a diminuição de ocorrências, ou esse raciocínio especioso só vale para o aborto e as drogas ilegais? “Ah, são coisas diferentes.” Claro que são! Eu estou é me ocupando do princípio que sustenta a tese.
O texto volta à ladainha de que há, por ano, um milhão de abortos provocados no Brasil. Bem, isso é chute militante. Se alguém me disser de onde sai esse número, qual é a fonte, aí começo a examinar a questão. Hospitais públicos e privados não dispõem de um formulário, ficha ou algo assim que informe: “curetagem decorrente de aborto provocado”. Essa é mais uma das mentiras que se espalham por aí, como aquela, que circulava até outro dia, que sustentava que 200 mil mulheres morriam por ano vítimas de abortos clandestinos.
Segundo uma pesquisa do Instituto do Coração, da USP, entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros. Observem: 3,1 milhões de procedimentos em 13 anos. E é impossível saber o que é aborto provocado e o que é aborto espontâneo. Aquele milhão é número mágico, militante, sem base na realidade.
Os defensores do aborto têm de deixar de ser covardes e defender o seu ponto de vista sem ficar apelando para falsas questões. Este blog aguarda, e publicará com destaque, um texto demonstrando por que a legalização ou descriminação de determinada prática implicaria a diminuição de sua incidência." 
Por Reinaldo Azevedo

O Dr. Bernard Nathanson foi um dos maiores abortistas dos Estados Unidos. Declarava-se pessoalmente responsável por mais de 75.000 abortos. Com suas próprias mãos, fez mais de 5.000 deles. Contudo, tornou-se um ativista pró-vida após ter suas convicções pró-aborto contraditadas com o surgimento do ultrassom, convencendo-se que, a cada aborto, é assassinado um ser humano.
Relativamente ao Dr Nathanson, extraímos o trecho abaixo, de um texto publicado no site católico www.acidigital.com.br:

“[...] "Abortei os filhos não nascidos dos meus amigos, colegas, conhecidos e inclusive professores. Cheguei ainda a abortar meu próprio filho", chorou amargamente o médico, que explicou que por volta da metade da década de 60 engravidou a uma mulher que gostava muito dele (...) Ela queria seguir adiante com a gravidez mas ele se negou. Já que eu era um dos especialistas no tema, eu mesmo realizaria o aborto, expliquei. E assim procedi.", precisou.

Entretanto a partir deste acontecimento as coisas começaram a mudar. Deixou a clínica abortista e possou a ser chefe de obstetricia do Hospital St. Luke's. A nova tecnologia, o ultrassom, começava a aparecer no ambiente médico. No dia em que Nathanson pôde observar o coração do feto nos monitores eletrônicos, começou a perguntar-se "quê estamos fazendo verdadeiramente na clínica".

Decidiu reconhecer o seu erro. Na revista médica The New England Journal of Medicine, escreveu um artigo sobre sua experiência com os ultrasonografias, recohecendo que no feto existia vida humana. Incluia declarações como a seguinte: "o aborto deve ser visto como a interrupção de um processo que de outro modo teria produzido um cidadão no mundo. Negar esta realidade é o tipo mais grosseiro de evasão moral".

Aquele artigo provocou uma forte reação. Nathanson e sua família receberam inclusive ameaças de morte, porém a evidência de que não podia continuar praticando abortos se impôs. Tinha chegado à conclusão que não havia nenhuma razão para abortar: o aborto é um crime.

Pouco tempo depois, uma nova experiência com as ultrasonografias serviu de material para um documentario que encheu de admiração e horror ao mundo. Era titulado "O grito silencioso", e sucedeu em 1984 quando Nathanson pediu a um amigo seu - que praticava entre 15 a 20 abortos por dia- que colocasse um aparelho de ultrasom sobre a mãe, gravando a intervenção.

"Assim o fez -explica Nathanson- e, quando viu a gravação comigo, ficou tão afetado que nunca mais voltou a realizar um aborto. As gravações eram assombrosas, por mais que não eram de boa qualidade. Selecionei a melhor e comecei a projetá-la nos meus encontros pró-vida por todo o país".”
            
        Abaixo colocamos o vídeo com o documentário “O grito silencioso”. Fundamental para aqueles que ainda se posicionam favoráveis a essa covarde prática:





BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos.Ed.FEB. Versão digital por: L.NEILMORIS © 2007

ENDEREÇO ELETRÔNICO CONSULTADO:


http://www.acidigital.com/vida/aborto/nathanson.htm

http://www.youtube.com/watch?v=XjUGoSr4MWE